Antigamente governava-se pela força… hoje governa-se pela farça…

Francisco Antunes
Francisco Antunes

O País melhorou? Sim! Melhorou, mas os outros países melhoraram muito mais e mais rapidamente e nós continuamos na cauda da Europa.

Quando um cidadão é admirado e eleito com aclamação por todas as nações do Mundo é porque estas lhe reconhecem merecido e universal valor.

É óbvio que o Engenheiro António Guterres irá enfrentar bíblicas e ciclópicas tarefas: as fomes, as pestes e as guerras que dilaceram o Mundo.

Depois… acontece que os “Homens se reúnem mais para partilhar do mesmo ódio do que para partilhar do mesmo amor!”

Confiemos nele, se não puder sarar feridas,… que lhes diminua o sofrimento!

Honra lhe seja!

 

Pois bem! Todos nós, queiramos ou não, conversamos diariamente sobre a política nacional que realmente não nos sai das preocupações. As constantes e sucessivas subidas dos impostos, não nos largam desde há anos, criando um pântano défices, taxas, sobretaxas, ivas, “ierreesses, ierreces”, cortes, tributações, etc. etc. e agora, até… cativações!!! Esperem! Ainda faltam: desvios, buracos, gorduras, derrapagens, imparidades, malparados, inflação, deflação, spreades, débitos, dificuldades de tesouraria… Safa!!!

Santo Deus! Estamos ou não fartos de tudo isto? Concluindo: cada vez mais, menos dinheiro temos nos bolsos!

Mais: pagamos pela luz, pelo calor do sol, pagamos pela paisagem que desfrutamos, pagamos pelo ar (condicionado) que respiramos, pagamos pela rádio, TV, água, sabão, toalha, café, açúcar, pão, manteiga…ufa! Valha-nos aquele benefício de menos IMI, para quem tiver mau cheiro nas traseiras!

Olhem só: Portugal, um dos países mais pobres da Europa, tem dos mais pesados impostos da Europa!

E a propósito do mau cheiro e porque “homem prevenido vale por dois” coloquei uma máscara nas ventas e atrevi-me a ler o “diabolizado” livro do diretor do jornal “o Sol”; habituado aos piores odores dos humanos, não tive surpresas, embora o autor só revolva superficialmente a promiscuidade que há entre alguns jornalistas e alguns políticos. Infelizmente verdades não desmentidas, como é óbvio, e então lembrei-me do velho ditado: antigamente governava-se pela força… hoje governa-se pela farça…

E no meio de tanta confusão política, corre um boato nas alfurjas alfacinhas que o famoso Ali Bábá tem ali sido visto frequentemente não só a recrutar pessoal especializado para as suas hostes, bastante desfalcadas como se sabe, mas também a comprar grandes quantidades de material de uso corrente como: limas, loureiros, salgados, relvas, socas /tamancos ou chinelos), varas, carrilhos (canoilo do milho)…tudo às centenas e centenas!

Que bom seria que o velho e sábio árabe voltasse muitas e muitas vezes. Que Alá o proteja!

E como temos a mão na massa, reparem que Portugal tem sido governado desde há quarenta anos, essencialmente, por dois partidos – o PS e o PSD. Neste período houve Paz, houve Liberdade, de Bruxelas veio dinheiro a rodos. Qualquer dos partidos colocou na liça política os seus melhores quadros, digamos que a nata da nata dos seus melhores. Houve uma crise internacional? Houve sim! Mas todos os países a superaram e estão em franca recuperação. Olhem a Irlanda, a Suíça, a Holanda e até a vizinha Espanha sem governo há cerca de um ano está a melhorar os seus indicadores de recuperação.

Nós, continuamos a importar 80% do que consumimos. Temos 240 mil milhões de euros de dívida!!! O rombo da CGD é de 5 mil milhões de euros que todos teremos de pagar! Os nossos jovens continuam a emigrar.

O País melhorou? Sim! Melhorou, mas os outros países melhoraram muito mais e mais rapidamente e nós continuamos na cauda da Europa.

E na nossa região, problemas que nos atormentam continuam por resolver: ordenamento do território, ordenamento florestal, poluição dos rios, falta de médicos, acessos inadequados, falta de segurança nas vias… a N17 – autêntica bomba relógio pronta a explodir.

Onde encontramos hoje, políticos de gabarito de um Adriano Moreira, de um António Vitorino, de um Amaro da Costa, de um António Barreto?

Qual vai ser o nosso futuro?

 

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