Ao sabor da Maioria

Rui Fernandes

Como podemos aceitar que se gaste quase tanto na EXPOH, quanto na reparação e requalificação de habitações de pessoas carenciadas?
Como podemos aceitar que o Município sobrecarregue os munícipes com a taxa de IRS máxima de 5%? E ainda criticam Governo!

Há pouco tempo atrás no artigo que redigi, referi a o seguinte, “infelizmente o nosso Concelho é um território sem rumo, sem perspectivas, sem estratégia, que vive de estágios e POC, ou seja, de empregos de curtíssima duração, que servem apenas e só para manter a subserviência perante o poder político, e felizmente da constante luta e capacidade empreendedora de alguns bons empresários que ainda temos no nosso Concelho”, no entanto nunca pensei que o me fosse dada razão tão rápido.

No passado dia 13 de Dezembro a Assembleia Municipal aprovou com os votos da maioria Socialista aquilo que eu tinha escrito a 17 de Novembro. Não quero com isto dizer que sou visionário, nem tão pouco mais inteligente que a maioria das pessoas, quero apenas dizer que era e é claro que não temos rumo nem estratégia.

Como podemos aceitar que se gaste quase tanto na EXPOH, quanto na reparação e requalificação de habitações de pessoas carenciadas?

Como podemos aceitar que o Município sobrecarregue os munícipes com a taxa de IRS máxima de 5%? E ainda criticam Governo!

Como podemos aceitar que se corte subsídios a Associações que realizam actividades, que promovem eventos e por outro lado aumentar o “bolo” da verba a distribuir por todas as Outras colectividades? Não seria mais justo atribuir subsídios mediante dados em concreto, a avaliar em regulamento próprio?

Como podemos aceitar que o Município tenha nos seus quadros de pessoal, técnicos com qualidade, para além disse crie uma quantidade enorme de estágios para técnicos, para além disse, que dê subsídios à BLC3 para realizar trabalhos que poderiam ser feitos por esses técnicos, e mais escandaloso ainda, que pague pequenas fortunas as empresas perfeitamente desconhecidas e fora do nosso Concelho, para realizar esses mesmos trabalhos?

Basicamente pagando mais de três vezes o mesmo tipo de trabalho.

É óbvio que assim facilmente se desbarata todo o dinheiro do Município, sem que nada o justifique!

Como podemos aceitar que não se criem eixos prioritários de desenvolvimento, como por exemplo o turismo?

Ainda sobre esse assunto, não teria sido mais profícuo criar uma estrutura, como por exemplo um museu do Queijo, pois certamente os gastos directos e indirectos da Feira do Queijo ao longo destes anos certamente já permitiriam a criação de um espaço que poderia ser rentabilizado ao longo de todo o ano e não um fim-de-semana por ano?

Não seria preferível realizar a ligação de rede de águas e esgotos antes sequer de pensar em aumentar, as suas taxas?

Não seria preferível que se falasse mais vezes verdade, ao invés da maioria dos casos, em que se vai mentindo e empurrando os problemas para o futuro que pode não chegar a existir?

Não seria mais correcto dizer às pessoas que lhes mentiram na campanha e que não poderão realizar a maior parte das Obras e favores que prometeram?

Infelizmente parece que a maioria Socialista se esqueceu de qual era o seu lema da campanha eleitoral “Tudo pelas Pessoas”.

A nível nacional parece quase que estamos num leilão! Se o Governo apresenta números baixos de desemprego, o líder socialista vem dizer que é demagogia e que promete repor os feriados. Se o Governo diz que se a execução orçamental e crescimento económico em 2015 seguir a tendência 2014, os cidadãos terão um desagravamento nos seus impostos, o líder socialista vem prometer o restabelecimento dos vencimentos.

Bem esta disputa está de tal forma acesa que até tivemos duas mensagens de Natal, uma do Primeiro Ministro, outra do que quer ser Primeiro Ministro. O primeiro dizia, que depois de tanto esforço dos Portugueses para resolver o problemas do défice e de colocar o Pais no bom rumo, não deveríamos deitar tudo a perder, o outro disse que se chegar a ser Primeiro Ministro, vai aumentar o salário mínimo, quando há alguns meses dizia que a conversa dos aumentos de ordenado era apenas eleitoralismo de Passos Coelho.

No fundo acredito que cometer um erro, é normal, dois é nabice, mas três, é masoquismo!

Os governos Socialistas por três vezes puseram Portugal em risco, com Mário Soares, com António Guterres e Com José Sócrates, e nessas três situações tiveram de ser governos Sociais Democratas a fazer o papel de “maus da fita” para reerguer o Pais.

Bem sei que nem sempre o Governo agiu da melhor forma ou tomou a melhores medidas mas, se querem que um Governo Socialista, venha novamente desbaratar a nossa ainda débil economia e voltar a ouvir o conto de fadas, tal como foi contado pelo habitante nº44 do Estabelecimento Prisional de Évora, então façam o favor, eu certamente não o farei!

Obrigado pela vossa paciência.

Rui Fernandes

 

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