Alexandrino acerta contas com Lopes e acusa ex-presidente da Assembleia Municipal de ter “comportamentos miseráveis”

Folha do Centro - Alexandrino acerta contas com Lopes e acusa ex presidente da Assembleia Municipal de ter “comportamentos miseráveis”

Autarca provou que a acusação de que foi alvo na última reunião daquele órgão por parte de António Lopes de que estariam a faltar 380 mil euros nas contas do Município não passou de mais um número para “baralhar” e “confundir” as pessoas

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital fez-se munir, ontem, de um documento assinado pelo Departamento de Administração e Finanças do Município, para “desmontar” mais uma das acusações de que foi alvo na última reunião da Assembleia Municipal, por parte do ex-presidente deste órgão autárquico, António Lopes que, na informação sobre a situação financeira do Município, denunciou estarem a faltar cerca de 380 mil euros na tesouraria da Câmara Municipal.

Alexandrino que, logo na própria sessão da AM, terá reagido às acusações de alegada má gestão dirigidas pelo agora deputado municipal António Lopes, dizendo, nomeadamente que não foi ele que já foi “acusado de corrupção”, fez questão, esta quinta-feira, em reunião pública de executivo, de apresentar provas de como as afirmações de Lopes enfermam uma vez mais de “mentira”, servindo só para levantar “suspeitas”, já que partem de pressupostos errados, porquanto não se referem ao mesmo período temporal, a que se referia o documento em apreço, na rubrica “Resumo Diário de Tesouraria” à data de 31 de março de 2015.

Segundo a informação do Departamento de Administração e Finanças do Município o valor referido nesta rubrica, ou seja 746,833 mil euros, “está correto e corresponde efetivamente ao total de disponibilidades do Município à data de 31 de março de 2015”, pelo que, conclui que “a forma usada na Assembleia Municipal para pôr em causa a fiabilidade dos números constantes na informação sobre a situação financeira do Município reportada a 31 de março de 2015 enferma de erro de utilização”, confirmando-se assim “a exatidão dos valor constante na rubrica «Resumo Diário de Tesouraria”, que reflete as operações orçamentais e de tesouraria nesse período.

Perante os esclarecimentos do diretor de Departamento e da responsável pela Unidade de Gestão Financeira e Patrimonial da Câmara Municipal, ao presidente do executivo não restam dúvidas de que o objetivo de alguns “é inventar números só para confundir, baralhar e aldrabar as pessoas”. “Logicamente que poderia haver um engano, mas nós percebemos isso”, referiu o edil, acusando o ex presidente da Assembleia de com estas insinuações colocar em causa, “a honra do presidente do Município, do seu executivo, do próprio diretor do Departamento Administrativo e Financeiro e dos funcionários deste setor”, ao ameaçar inclusivamente que iria entregar estes documentos ao Ministério Público. “É lamentável esta estratégia de mentira e de suspeita”, afirmou Alexandrino, fazendo saber que “não é parecido com esta gente” que “apregoa a honra e a ética política e depois na sua prática política, e na sua vida privada e profissional comporta-se de forma contrária”. “São comportamentos miseráveis”, continuou, considerando serem estes “arautos que falam de honestidade” que “compram testemunhas a quem o Ministério Público nem sequer reconhece credibilidade”, afirmou, referindo-se ao recente arquivamento das queixas por difamação interpostas por António Lopes contra o presidente da Câmara e o jornal Folha do Centro, em que o depoimento de umas das testemunhas ouvidas pelo MP, João Paulo Albuquerque não foi aceite como credível. “Depois é esta gente que nos vem dar lições de honestidade em contas, não me comparo a eles nem de longe, nem de perto” considerou, lamentando que “alguns” tenham levantado suspeitas sobre a certificação das contas do Município, quando na sua vida privada e empresarial “é que compravam essas empresas para ter as suas contas certificadas”, afirmou, dando o assunto como encerrado.

 

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