Alexandrino acusa líder do PSD de ter atitude “neonazi”

Folha do Centro - Alexandrino acusa líder do PSD de ter atitude “neonazi”

Assembleia Municipal “politizada”.

Foi numa reunião bastante “politizada” e com as próximas eleições autárquicas já no horizonte que o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital passou ao contra ataque, respondendo às acusações do líder local do PSD que, nas últimas semanas, se referiu ao atual executivo como “seres menores”. “São atitudes neonazis, de quem pensa que é raça ariana”, afirmou José Carlos Alexandrino, numa réplica às declarações de António Duarte, recentemente numa conferência de imprensa, onde acusava o executivo socialista de esbanjamento de dinheiros públicos em festas e “festarolas”, acompanhado de ausência de uma estratégia de desenvolvimento para o concelho.
Um discurso que voltou a fazer eco na última reunião da assembleia municipal, mas pela voz do deputado Rui Abrantes, que apontou a Alexandrino as mesmas “falhas” no governo da Câmara Municipal que o PS apontava no passado aos executivos do PSD. Num tom claramente mais contundente que o habitual, Abrantes disse não perceber aquilo que o PS queria dizer com a “prometida mudança”, já que volvidos mais de três anos de mandato “há uma espécie de carapuça elástica que também lhe serve”. O social democrata referia-se ao “fraco” desempenho do executivo no que diz respeito a atração de novos investimentos, à “política do betão e do alcatrão para os amigos”, ao “clientelismo” na contratação de pessoas e serviços, “às obras eleitoralistas e de fachada”, ao “aumento do número de avenças” com a Câmara Municipal e ainda à “falta de sensibilidade para lidar com o Governo”. Tudo argumentos que “encaixam agora na atuação da atual governação socialista”, afirmou.
E se houve da bancada do PS quem dissesse que Abrantes veio ali “fazer um frete” à comissão política do PSD, houve também da parte do presidente da Câmara a sensação de que “este não é o mesmo Rui Abrantes que nós conhecíamos”, tal é a “desgraça” que querem fazer crer que se vive hoje no concelho. “O sucesso dos nossos eventos é o sucesso da nossa marca, mas eu percebo que alguns não queiram esse sucesso”, argumentou o edil, chamando “mentirosos” aos dirigentes locais do PSD por terem lançado comunicados na rua a dizer que a Câmara tinha pago cinco mil euros em almoços. “Isso é uma infâmia, se quiser mostro-lhe as faturas para provar que as mentiras que andam aí a apregoar”, desafiou o autarca, lamentando que o PSD local venha com acusações de coação e outras formas de pressão por parte do PS, quando é o próprio partido a usar métodos “vergonhosos” para tentar obter o apoio das pessoas nas freguesias. “Há aqui um presidente de Junta que não digo quem é, a quem ameaçaram que despediam o genro, isso é que é uma vergonha e que me enoja na política, eu não sou desse calibre”, refutou Alexandrino, acusando o PSD de confundir coação com as “boas relações que tenho com os presidentes de Junta”.
Também a ausência do maior partido da oposição nas cerimónias comemorativas do 25 de Abril, alegando deficit democrático no concelho, foi motivo de crítica por parte da bancada do PS que considerou “vergonhoso” o comunicado que a estrutura local do partido fez nas vésperas do feriado, considerando-o de “uma baixa política” inqualificável. “Parte do PSD excluiu-se do 25 de abril e do nosso Município o que é um sinal que tem sérias dificuldades em lidar com a democracia”, constatou ainda o comunista João Dinis, desejando “que parte desse PSD não tenha futuro”.

 

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