Alexandrino ameaça “levar insinuações” de António Lopes a tribunal

Folha do Centro - Alexandrino ameaça “levar insinuações” de António Lopes a Tribunal

Autarca de Oliveira do Hospital responde às críticas de despesismo do presidente da Assembleia Municipal destituído, anunciando que tem documento a atestar legalidade de todos os atos de gestão da Câmara Municipal.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital afirmou, na polémica reunião da assembleia municipal deste sábado, que irá levar a tribunal “um conjunto de insinuações” do presidente da Assembleia Municipal destituído, nomeadamente a de que terá ficado “mais de 50 noites em hotéis de luxo”.

“Nunca meti ajudas de custo, nem eu, nem os elementos da minha equipa, e quando vou a reuniões a Lisboa até fico com a minha filha numa casa que tenho lá”, afirmou o edil, lamentando que o queiram “meter num rol que não tem”. “Há aí muitas mentiras e inverdades e por isso levarei a tribunal essa insinuação dos hotéis”, garantiu José Carlos Alexandrino, que aproveitava para anunciar que irá também levar à próxima reunião de Câmara um documento a atestar a “legalidade de todos os atos de gestão deste executivo”, tendo em conta o conjunto de críticas que António Lopes fez à prestação de contas de 2013.

Já sentado na bancada, na qualidade de deputado, o ex presidente da Assembleia Municipal anunciou o voto contra as contas, não sem antes acusar o presidente da Câmara de estar “especialista em meias verdades” e de estar a conduzir a Câmara Municipal para uma situação financeira “preocupante”, atendendo ao déficite acumulado, desde o início do ano, na ordem dos 700 mil euros. Lopes foi de resto o único membro da Assembleia a assumir o voto contra a prestação de contas de 2013, opção que justificou novamente com a “célebre feira do queijo”, uma vez que tem vindo a denunciar publicamente os gastos excessivos neste evento, as despesas com o pessoal da ADESA que “gostaria de ver esclarecidas” e ainda o dinheiro investido na construção de dois campos de futebol no concelho. “Pergunto-me se, numa altura de contingências financeiras, a construção de dois campos de futebol é a melhor opção, acho que numa altura destas impunha-se outro tipo de opções e outro tipo de gestão”, atacou Lopes que, lamentou, uma vez mais não ter conseguido esclarecimentos “dentro da magistratura de influência”, pelo que pretende agora averiguar, por outros meios, a “legalidade de determinadas opções camarárias”, acusando mesmo o executivo de “meter a mão ao baú quando metade do PS e família está aí empregue na Câmara”. (leia mais na edição impressa)

 

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