Alexandrino deu prazo para “jotas” retirarem cartazes da rua

Folha do Centro - Alexandrino dá prazo até esta sexta feira para “jotas” retirarem cartazes da rua

Autarca oliveirense não quer cidade “suja” em tempo de festa.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital garante que “até o podem chamar ditador”, mas não irá permitir a permanência, nem mais um dia, dos cartazes que estão afixados nos postes da iluminação pública da cidade, da autoria das juventudes partidárias concelhias.

Tudo começou nas vésperas da EXPOH com a JSD a fixar vários cartazes com críticas ao trabalho do executivo socialista, nomeadamente o dinheiro gasto “em festas e festarolas”, o que motivou uma resposta “à mesma altura” da JS. Poucos dias depois, a Juventude Socialista decidiu também colocar cartazes nos mesmos postes, onde às críticas dos “laranjinhas” contrapõem com ações deste executivo. Uma guerra de cartazes que promete acabar, com o presidente da Câmara a ordenar “a bem” a limpeza deste material espalhado pela cidade. “Acabei de enviar uma carta às duas Juventudes: à JSD e à JS para retirarem pela sua própria mão os cartazes que estão espalhados pela cidade, caso isso não aconteça, serão os serviços camarários a fazê-lo”, informou Alexandrino à margem de uma conferência de imprensa no espaço do Município da EXPOH, garantindo que não é uma questão de se sentir incomodado com as críticas, mas sim o facto de não querer dar uma imagem “suja” da cidade.

“Queremos que as pessoas que vêm a Oliveira fiquem com a noção de uma cidade bonita, cheia de flores, e não uma cidade cheia de lixo escrito nos postes”, refere, dando o prazo até esta 2 de agosto para as duas juventudes partidárias removerem o material que colocaram nas ruas. “As críticas são legítimas, em democracia quem não tem capacidade para viver com a crítica não deve ser político, mas achamos que as pessoas já tiveram tempo suficiente para as ler ”, refere o autarca, lembrando que as mesmas placas infringem as regras em termos de segurança rodoviária e, como tal, até já poderiam ter sido mandadas retirar dos locais onde se encontram afixadas.

 

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