Alexandrino disponível para apoiar regresso das urgências ao hospital

Folha do Centro - Alexandrino disponível para apoiar regresso das urgências ao hospital

Novo conselho de administração da Fundação Aurélio Amaro Diniz tomou posse prometendo forte aposta na área da saúde nos próximos quatro anos.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital voltou a defender de forma aberta, este sábado, o regresso das urgências do centro de saúde ao hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz.

José Carlos Alexandrino falava na tomada de posse do novo conselho de administração da instituição proprietária da unidade hospitalar oliveirense, cujo presidente, Álvaro Herdade, foi reconduzido para um novo mandato de quatro anos. Defensor de um maior investimento na parte clínica por parte daquela IPSS, o autarca mostrou-se disponível para apoiar os projetos da direção nesta área, destacando nomeadamente a criação de um “verdadeiro” serviço de urgências em Oliveira do Hospital capaz de responder às necessidades da população utente.

“Não tenho nada contra os profissionais que trabalham no SAP, mas acho que o concelho e o país paga uma fatura demasiado grande com este serviço”, afirmou Alexandrino, para quem o dinheiro que a ARS gasta em deslocações com doentes para Coimbra, dava para ter um serviço de urgências a funcionar melhor em Oliveira com exames complementares de diagnóstico 24 sobre 24 horas. “Não percebo porque é que o RX não está ao serviço no nosso SAP 24 horas por dia, e por causa de um dedo fraturado se tenha de ir para Coimbra”, referiu o edil, que não esconde que gostaria de ver este problema tratado no mandato que agora se inicia.

“Oliveira precisa de umas urgências – urgências onde se possa fazer umas análises e não se precise de se deslocar permanentemente para Coimbra”, considerou, entendendo que para isso “é preciso melhorar as atuais instalações hospitalares”. “O município está disponível a fazer um esforço para apoiar esta obra física no hospital porque será igualmente um apoio às pessoas”, garantiu, defendendo claramente o regresso do serviço de urgências ao hospital, de onde saiu há mais de vinte anos. “Há um projeto muito interessante nesse sentido, porque o nosso objetivo é comum: é que as pessoas possam ter acesso à saúde de forma rápida e sem terem de recorrer ao privado para terem uma consulta”, afirmou o edil, adiantando ainda estar a negociar com a ARS Centro a comparticipação das despesas com a Unidade Móvel de Saúde que, apesar de já estar estacionada há alguns meses na FAAD, ainda não se encontra a funcionar em pleno, e a prestar os cuidados de saúde às populações das freguesias mais periféricas como era essa a intenção. (leia mais na edição impressa)

 

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