Alexandrino faz duro ataque na Assembleia Municipal

Folha do Centro - Alexandrino admite nova ação de luta nas ruas pela construção das acessibilidades

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital desferiu ontem um dos mais duros ataques de sempre contra o ex presidente da Assembleia Municipal e atual deputado independente neste órgão, dizendo com a sua intervenção pretender pôr um ponto final a um “conjunto de suspeições” que têm vindo a ser levantadas “sempre pela mesma pessoa”, afirmou, numa clara referência a António Lopes, que desde a sua destituição não tem dado tréguas ao executivo com críticas e denúncias ao Ministério Público, relacionadas com a gestão socialista da autarquia.

José Carlos Alexandrino lamentou que seja “sempre a mesma pessoa a fazer o ataque político” à Câmara Municipal, visando não apenas o presidente, mas também os seus vereadores, técnicos e serviços, que “não têm culpa do que eu faço”. “O que me incomoda é que se coloque em causa a honra dos meus técnicos quando se diz por exemplo que faltam 300 mil euros nas contas. Ora, como o presidente não mexe em dinheiro, são os serviços que estão em causa”, afirmou o edil, deixando claro que seria a última vez que “respondia” publicamente às suspeições que são permanentemente lançadas por aquele eleito local.

“Alguns falam em corrupção, porque sabem muito dela, aprenderam numa universidade da ilha” afirmou, numa acusação dirigida ao antigo presidente da Assembleia Municipal, que antes de assumir responsabilidades políticas no concelho oliveirense teve uma forte atividade empresarial na ilha da Madeira. “Sobre isto sei muito, muita gente sabe muito” insinuou o autarca, durante os trabalhos da Assembleia Municipal que decorreu excecionalmente esta sexta-feira à tarde, adiantando não aceitar lições de moral do eleito local porque este não terá uma “vida limpa”. “Foi por isso que me afastei, porque os nossos interesses não são comuns”, referiu  ainda o edil, garantindo não temer qualquer processo judicial provocado por estas suas afirmações.

“Se se sentirem ofendidos com estas minhas palavras, metam-me no Ministério Público que irei lá dizer o que sei”, afiançou Alexandrino, prometendo não “perder mais tempo” com denúncias e insinuações que são lançadas de uma forma que considera “degradante” num certo “fórum”, disse, referindo-se ao jornal local online controlado pelo antigo presidente da Assembleia Municipal. “Se venho aqui fazer este ataque político, teve a ver com a honra dos meus funcionários”, esclareceu o edil, dando como exemplo recente de manipulação de números o dossiê da água, uma vez que os valores avançados por António Lopes relativamente ao custo/receitas da Câmara Municipal neste setor não correspondem à realidade. “Já foram dadas respostas sobre quem  andou a mentir sobre os custos da água”, concluiu Alexandrino, dando o assunto por terminado.

Lopes ripostou prometendo não descer “ao nível” do presidente da Câmara por se encontrar num Salão Nobre, lembrando, todavia, que quando foi candidato nas listas do PS, Alexandrino já sabia que “era ladrão”.

 

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