Alexandrino garante que encerramento de escolas sai “caro” ao país

Folha do Centro - Alexandrino garante que encerramento de escolas sai “caro” ao país

Executivo Camarário e direção do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital marcaram arranque do ano letivo com visita a dois estabelecimentos escolares.

Logo pela manhã, o Jardim de Infância das Seixas, na freguesia de Seixo da Beira, frequentado apenas por seis crianças, foi o primeiro a receber a visita do presidente da Câmara que, justificou a deslocação a esta “escolinha” precisamente por ser uma das que ainda resiste, num meio com sinais evidentes de desertificação. “A vinda a este jardim é apenas um sinal simbólico da parte do Município, e um exemplo de como nós achamos que é possível inverter a tendência de desertificação das nossas aldeias”, afirmou José Carlos Alexandrino que, este ano foi confrontado com mais um encerramento de uma escola numa freguesia – a EB1 da Lageosa, e duas salas do primeiro ciclo: Lagos da Beira e Travanca.

“Não sou fundamentalista ao ponto de pensar que não temos de fechar algumas escolas ou algumas salas, porque a partir de determinado número de alunos não há condições, o problema é quando nos fecham escolas onde não se justifica”, afirma o autarca, para quem o fecho de alguns estabelecimentos de ensino sai mais caro ao país do que mantê-los abertos, ainda que com menos crianças. “Eu costumo dizer que com estas políticas do Ministério da Educação não gastamos dinheiro nas escolas, em professores e em funcionários, para depois gastarmos em aviões, porque ao deixar de haver pessoas nas aldeias, gastamos mais dinheiro em aviões para apagar os incêndios nessas aldeias”, observa o autarca, lembrando que a extinção de jardins de infância e escolas do primeiro ciclo “é um processo que não volta atrás” e só contribui para a desertificação ainda maior das freguesias.

Situado numa das aldeias mais distantes da sede de concelho, o Jardim de Infância das Seixas contraria, todavia, a tendência de concentração das crianças nos grandes centros escolares, mantendo-se aberto, ainda que com apenas seis alunos. “Acredito que este jardim continuará aberto no próximo ano, porque a aldeia ainda vai tendo crianças, apesar de ser uma aldeia com grandes contrastes”, entende Alexandrino, fazendo notar “alguns sinais positivos” registados no concelho em termos de frequência do ensino pré -escolar. “Ainda não são muito claros, mas há um sinal de que a tendência da natalidade se está a inverter, este ano temos 278 crianças no pré-escolar, contra 276 o ano passado, o que é a primeira vez que acontece nos últimos seis anos”, constata o presidente da Câmara oliveirense que, ao nível do primeiro ciclo, ainda não pode fazer a mesma leitura, continuando a registar-se uma redução do número de alunos. “Penso que isto vai ter reflexos dentro de pouco tempo, acredito que nos próximos dois anos estaremos em condições de ver também aumentar o número de alunos no 1º ano do ensino básico”, afirmou Alexandrino, ontem de manhã, durante a visita a duas escolas. (leia mais na edição impressa)

 

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