Alexandrino pede desdobramento de mega agrupamento em dois

Folha do Centro - Alexandrino pede desdobramento de mega agrupamento em dois

Autarca de Oliveira do Hospital diz que fusão das cinco escolas do concelho só redobrou os problemas no espaço escolar.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital alertou esta semana para um conjunto de problemas que o processo de agregação de escolas no concelho num só mega agrupamento tem acarretado para a comunidade educativa, pedindo um debate “muito sério” sobre esta matéria à vereadora do PSD no executivo e atual diretora regional dos equipamentos escolares, Cristina Oliveira.

“O balanço de tudo isto terá que ser feito junto dos pais e dos professores” avisou o edil, na última reunião pública do executivo camarário, aproveitando para pedir a Cristina Oliveira que tutelou o processo de reorganização escolar no concelho, para voltar a sentar-se com a Câmara Municipal e discutir a possibilidade de dividir o atual mega agrupamento de escolas de Oliveira do Hospital em dois. “É altura de nos juntarmos, fazer o balanço e saber se é possível criar aqui um modelo diferente de gestão escolar”, exortou o autarca, para quem basta “ouvir os relatos lá fora para perceber o ambiente que hoje se vive nas escolas do concelho” resultado desta mega fusão.

“Aquilo que está aqui provado é que hoje as pessoas valem pouco, porque o país está entregue aos números”, constatou ainda Alexandrino, lamentando que tenham de ser as Câmaras Municipais, muitas vezes sem meios, a substituir-se à tutela na resolução dos problemas. O presidente referiu-se nomeadamente a um projeto lançado recentemente pela autarquia – o projeto “Escola Mais Feliz”- criado precisamente para “ajudar a amenizar os problemas que foram criados pelo mega agrupamento”.

“Esta equipa é hoje um grande aliado da direção do agrupamento ajudando a lidar com alguns problemas que infelizmente têm vindo a crescer”, acrescentou o vereador da ação social, José Francisco Rolo, que num balanço do primeiro mês de atividade deste projeto, regista já um total de 107 casos em acompanhamento. “O que é dramático é a lista de espera, só para dar um exemplo, temos 51 alunos em espera para atendimento pela equipa de psicologia”, referiu Rolo, que já solicitou à Ordem dos Psicólogos o reforço da equipa com mais um profissional desta área, com o objetivo de dar resposta a este problema.

Além dos problemas que emergem no espaço escolar, o vereador deu ainda nota do aumento inusitado, nos primeiros meses do ano, dos casos que chegam à Comissão de Proteção de Jovens e Crianças em Risco, que atualmente tem acima dos 100 processos em aberto. “Tem havido um crescimento das sinalizações à CPCJ, em que o absentismo é a situação mais citada”, referiu José Francisco, lembrando que além das sinalizações por parte da escola “as famílias também vêm denunciando o abandono/ausência dos filhos do espaço escolar”, adiantou, classificando a situação de preocupante. Para o responsável pelo pelouro da ação social não restam dúvidas que o aparecimento destas novas problemáticas nas escolas se fica a dever ao facto de “termos hoje um agrupamento com uma dimensão desmesurada”, e isso “aumentou a dimensão dos problemas”. (leia mais na edição impressa)

 

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