Alexandrino reclama Serviço de Urgência Básica para Oliveira

Folha do Centro - Alexandrino reclama Serviço de Urgência Básica para Oliveira

Acidente aparatoso em Lagares da Beira chama a atenção para necessidade de um serviço deste tipo.

O acidente aparatoso ocorrido na EM 230, junto a Lagares da Beira, que resultou em quatro feridos graves, chamou a atenção da Câmara Municipal para a necessidade de instalação em Oliveira do Hospital de um Serviço de Urgência Básica, tal como funciona há já alguns anos nos concelhos vizinhos de Arganil e Seia. O acidente envolveu apenas uma viatura, onde seguiam cinco ocupantes, com idades compreendidas entre os 16 e os 24 anos, que entraram em despiste numa descida, no sentido Lagares-Oliveira. A violência do embate resultou em quatro feridos graves, tendo um deles sido transportado de helicóptero para Coimbra e as outros três para o Centro de Saúde de Oliveira, onde foram estabilizados antes de seguirem para os hospitais da Universidade. Nas operações de socorro, estiveram envolvidos 24 homens dos Bombeiros de Lagares da Beira e Oliveira, apoiados por nove viaturas. Foram necessárias ainda ambulâncias equipadas com suporte avançado de vida, existentes nos concelhos de Seia e Arganil.
A acompanhar as operações de socorro às vítimas esteve o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, que, pese embora, tenha enaltecido a forma pronta e expedita como decorreu a evacuação das vítimas, não deixou de constatar a necessidade de instalação em Oliveira do Hospital de um Serviço de Urgência Básica (SUB). “No concelho de Oliveira do Hospital, dada a sua dimensão geográfica e populacional, justifica-se a existência de serviços e equipamentos deste tipo que possam ser rapidamente acionados quando se verifiquem acontecimentos como o agora verificado”, pode ler-se numa nota do gabinete da presidência, enviada ao final do dia, onde é visível a preocupação da autarquia em matéria de emergência médica no concelho, visto que o atual Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde não tem está preparado para determinadas situações. A prova disso, segundo o comandante dos Bombeiros de Lagares da Beira, é que um dos seus homens terá fraturado um dedo do pé durante as operações de desencarceramento das vitimas, e “nem um RX havia a funcionar” no Centro de Saúde. “Ultimamente tem havido várias situações destas, temos de ir para Arganil ou para Coimbra por não haver aqui RX”, lamenta o comandante Pinto.

 

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