Alunos indignados com “desaparecimento” de exames

Folha do Centro - Alexandrino admite avançar com mobilização popular em defesa da ESTGOH

Finalistas do curso de engenharia civil da ESTGOH dizem-se fortemente prejudicados com a polémica instalada entre a direção da escola e o professor responsável pelo acompanhamento das provas.

Indignação e revolta são os sentimentos que neste momento melhor definem o estado dos alunos finalistas do curso de engenharia civil da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital. Em causa está a recusa por parte do professor responsável pelo acompanhamento dos exames realizados durante o mês de setembro de entregar as provas e fixar as notas, alegando irregularidades no contrato de prestação daquele serviço à escola. O docente, cujo contrato com a escola terminou a 31 de julho, terá sido convidado a realizar a avaliação dos alunos na época de exames, acusa agora a direção da ESTGOH de não querer pagar os honorários a que tem direito de acordo com a sua categoria profissional e lhe ter proposto um contrato de prestação de serviços como professor “acompanhante”.

O desentendimento entre o professor e a direção da escola arrasta-se há mais de um mês, com os alunos a ficarem sem exames, nem notas na pauta, o que está fazer “desesperar” os futuros engenheiros civis. “ Isto é o cúmulo, se fosse em Coimbra já havia papeis queimados ou alguma coisa, isto não se vê e lado nenhum”, exclama um aluno finalista do curso entretanto extinto na ESTGOH. “É uma situação inacreditável, neste momento nós nem sabemos sequer se os exames vão aparecer, e se aparecerem quem é que os vai avaliar”, entende o estudante, que tal como os colegas, se diz “fortemente prejudicado” pela escola, nomeadamente pelo Instituto Politécnico de Coimbra, que “foi quem fechou o curso em Oliveira e devia assumir a contratação dos professores para os exames”. “Nós temos as propinas em dia, já pagámos os exames e não temos as provas, nem as notas, estamos aqui num beco sem saída”, lamenta o mesmo estudante, entendendo que esta situação os está a penalizar pessoal e profissionalmente. “Já podíamos estar a seguir para o mestrado ou tirar outro curso complementar e assim não podemos sequer avançar com a nossa vida profissional, porque não temos o curso concluído”, explica, temendo que esta situação possa mesmo ser uma “mancha no currículo” para os futuros licenciados. (leia mais na edição impressa)

 

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