Alvoco das Várzeas recebeu 3º Encontro Distrital de Sapadores Florestais

Folha do Centro - Alvoco das Várzeas recebe 3º Encontro Distrital de Sapadores Florestais

Juntaram-se mais de 100 “soldados” da floresta.

A CAULE – Associação Florestal da Beira Serra, promoveu, no dia 1 de junho, aquele que é já o 3º Encontro Distrital de Sapadores Florestais, tendo escolhido, este ano, como palco, o concelho de Oliveira do Hospital, mais concretamente o parque junto à praia fluvial de Alvoco das Várzeas, onde se reuniu mais de uma centena de “soldados” da floresta.
Um encontro, que segundo o presidente da CAULE, Vasco Campos, pretende acima de tudo ser um momento de convívio entre estes “verdadeiros soldados da paz” que trabalham todo o ano na defesa da floresta. “Pretende-se fortalecer o espirito de grupo destes homens e mulheres que muitas vezes trabalham em conjunto, seja em ações de silvicultura preventiva, quer também no combate a incêndios florestais, e não se conhecem”, entende o dirigente daquela associação florestal sedeada no concelho de Tábua, realçando a importância do trabalho destas equipas ao nível da prevenção, como limpeza de caminhos, roças de matos, pontos de água, desbastes, que não sendo ainda suficiente para debelar o flagelo dos incêndios florestais, tem, pelo menos, contribuído para diminuir a área ardida na região.
“Foi feito um investimento desde 1999 com a criação das primeiras equipas, mas o que acontece é que nos últimos anos, não se constituíram novas equipas”, faz notar o presidente da CAULE, lamentando o facto de se continuar a gastar “5 ou 6 vezes mais em meios de combate do que na prevenção, pelo menos, no que toca à criação de equipas de sapadores florestais”. “Há dois anos que não há apoios para novas equipas, sendo certo que os montantes para o combate continuam a aumentar”, constata Vasco Campos, lembrando que apesar de existirem “outros mecanismos de prevenção”, os sapadores florestais “por aquilo que representam em termos de dinamização dos meios rurais, chegando a locais mais recônditos onde outros meios não chegam, deviam continuar a ser uma aposta nesta área”.
“O ideal era atingir o objetivo das 500 equipas inicialmente previsto, atualmente temos cerca de 230, porque houve muitas associações que acabaram por entregar as suas equipas por não terem capacidade para as manter”, afirma Vasco Campos, para quem estes atores têm uma relação “custo/beneficio altíssimo” quando comparado com outras estruturas e meios operacionais. “Eles são os verdadeiros soldados da paz, trabalham todo o ano na floresta, são quem a conhece melhor, penso que ninguém está mais habilitado do que eles a defendê-la”, considera ainda o dirigente da Associação Florestal da Beira Serra, atualmente com seis equipas no terreno.
Um trabalho que se iniciou precisamente em Alvoco das Várzeas, em 1999, altura em que foi criada a primeira equipa de sapadores florestais pela Cooperativa de Agricultores. No dia 1 de junho, a freguesia voltou a recebê-los num encontro alargado ao distrito, que teve como objetivo “valorizar” aquela que é para o presidente da CAULE “uma peça fundamental” na defesa da floresta contra incêndios.

 

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