António Costa promete criar condições para financiar construção do IC6 em 2018/19

Folha do Centro - António Costa promete criar condições para financiar construção do IC6 em 2018/19

Primeiro Ministro inaugurou ontem as novas instalações do Campus Tecnológico e de Inovação da BLC3 em Lagares da Beira e deixou a garantia de em 2018 e 2019 negociar com Bruxelas o financiamento do IC6.

O Primeiro ministro deixou ontem a garantia em Lagares da Beira de, em 2018 e 2019, estarem criadas as condições para poder ser negociado com Bruxelas o financiamento de pequenos “grandes” investimentos rodoviários que ainda faltam fazer no país, como é o caso do IC6.

O governante falava durante a cerimónia de inauguração do novo Campus Tecnológico e de Inovação da BLC3, um centro de produção de conhecimento que considerou “um excelente exemplo de valorização do interior e dos seus recursos”.

Acreditando que o país tem de “virar a página” com a aposta em projetos que demonstram “capacidade de ver mais longe” como é a BLC3 e o seu projeto de produção de biocombustível a partir de matéria-prima florestal, António Costa referiu, todavia, que “isso não significa que não haja ainda outros investimentos a fazer”, nomeadamente, referiu, investimentos em infra estruturas rodoviárias. “Foi um erro que o país cometeu: passar do oito para o oitenta e da divinização dos grandes investimentos, para a diabolização dos investimentos em qualquer infra estrutura”, aludiu o Primeiro Ministro, em jeito de crítica ao anterior governo, que congelou “todo e qualquer” investimento em rodovias.

“Há infra estruturas que o país tem de continuar a fazer”, garantiu, entendendo que em matéria de acessibilidades rodoviárias o país precisa de continuar a investir naquelas “pequenas grandes obras” que “sendo pequenas à escala nacional, são absolutamente decisivas para permitir o desenvolvimento destes territórios”, e “é seguramente o caso do IC6”, afirmou.

Enquanto o país não tem condições para lançar a obra, António Costa deixou a garantia de fazer o que tem de ser feito e que seria sempre necessário fazer que é o lançamento, já no próximo mês de julho, do concurso para a elaboração do projeto de execução, de forma a “em 2018 e 2019” o Governo estar em condições para poder negociar com Bruxelas a dotação financeira para “fazer estes investimentos que faltam fazer” e “dar pleno aproveitamento a todo o potencial de desenvolvimento do país e dos territórios que ainda estão afastados dessas grandes infra estruturas”. “Temos de criar condições para assim que haja condições financeiras podermos avançar com a execução deste projeto, assim como vários outros pequenos grandes projetos que ainda faltam fazer, augurando o investimento que já foi feito no passado”, afirmou António Costa, aproveitando para felicitar o presidente da BLC3 e todos quantos colaboram nesta incubadora, não tendo dúvidas de que este “é um exemplo que orgulha não só o concelho, a região e o país, como também a Europa ”, e a prova acabada de como “o conhecimento é o caminho desejado para um desenvolvimento sustentado e duradouro, capaz de gerar mais e melhor emprego” no país.

Também o presidente da Câmara e a forma como se tem “batido pelo desenvolvimento do seu concelho”, nomeadamente como tem “insistido na necessidade de inserir Oliveira do Hospital no conjunto das redes e infra estruturas do país” foi alvo de elogios do Primeiro Ministro, que considerou o autarca também um “exemplo” de como hoje os municípios são parceiros fundamentais do desenvolvimento do país.

Durante a sua intervenção, José Carlos Alexandrino já se tinha mostrado reconhecido ao governante, pela “vontade política” em “resolver um dos problemas que mais tem encravado o desenvolvimento do concelho”, ao anunciar o lançamento do projeto de execução do IC6, garantindo que “com esta ajuda que o Governo dá a Oliveira do Hospital”, o concelho “saberá retribuir em competitividade, aumento das exportações e postos de trabalho”.

Contributo ao qual não será alheio o trabalho da BLC3, apoiado desde a sua génese pelo Município oliveirense e que segundo o autarca, é a prova de como se “consegue atrair talentos e ser competitivo a partir dos territórios da baixa densidade”.

Presidente da BLC3, João Nunes, lembrou o reconhecimento granjeado dentro e fora do país, nomeadamente o “óscar” da inovação conquistado em Bruxelas, entre muitos projetos europeus, pela bio refinaria, que acredita vai contribuir para a resolução de um dos maiores flagelos do país que são os incêndios florestais.

 

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