António Lopes faz “mea culpa” mas quer ter mais “poder” na gestão municipal

Folha do Centro - António Lopes faz “mea culpa” mas quer ter mais “poder” na gestão municipal

Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital recua nas críticas ao executivo e admite até alguma precipitação nas declarações que tornou públicas de favorecimento a pessoas próximas do PS.

O presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, António Lopes, admitiu, em conferência de imprensa “não ter estado tão bem como era costume” quando assumiu publicamente um conjunto de críticas à atuação do executivo camarário, liderado por José Carlos Alexandrino.

Um mês depois das polémicas declarações na última reunião da assembleia municipal, em que denunciou o favorecimento a membros do PS e ainda o “culto da imagem”, espelhado num jornal de informação municipal, eis que António Lopes vem a público mostrar algum “arrependimento” pelo posição que tomou, e que quase mergulhava o concelho numa grave crise politica. “Houve um entornar do copo, mas se calhar não tive a atitude mais correta”, admitiu o líder da assembleia municipal oliveirense, fazendo o “mea culpa” pelo facto de não ter sabido esperar por uma “documentação” que havia solicitado ao presidente da Câmara e se ter dirigido diretamente aos serviços municipais para a obter, o que, assume agora, foi entendido por Alexandrino como sendo uma atitude “ofensiva” e até de “desconfiança”.

Apesar do mau estar instalado nas últimas semanas entre os mais altos responsáveis do concelho, Lopes garante que o tempo que mediou entre as suas declarações e a conferência de imprensa de ontem serviu para “limar as arestas” com a “interferência de destacados militantes do partido”, uma vez que, acrescentou, “os interesses do concelho assim o determinam”. “As coisas estão como estavam, foi possível fazer ver ao senhor presidente que ninguém anda aqui a medir forças”, sossegou o número da assembleia municipal, que dá como “assunto arrumado” a questão do boletim municipal e o alegado favorecimento “a pessoal do PS”. “No último sábado chegámos a um consenso. Esta matéria vai ser revista, o jornal continuará a ser publicado mas vai ser adaptado ao que é normal de um órgão de informação autárquico”, assegura Lopes, que diz “nada ter contra o jornal em si”, mas mais contra o seu formato e conteúdo. “No passado folheávamos o boletim municipal e era só fotografias de máquinas, agora desapareceram as máquinas e apareceram as caras, o que é reprovável”, afirmou, defendendo um boletim mais “virado para a informação e menos para a propaganda”. (leia mais na edição impressa)

 

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