Autarca de Oliveira do Hospital ameaça com boicote as eleições europeias

Folha do Centro - Autarca de Oliveira do Hospital ameaça com boicote as eleições europeias

Caso IC6 não seja incluído nos investimentos rodoviários anunciados recentemente pelo Governo.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, desafia os oliveirenses a não votarem nas eleições europeias marcadas para o próximo dia 25 de maio, dizendo-se cansado de “diplomacia política” que tantas “horas” e “dias” e “meses” tem consumido aos autarcas da região sem qualquer resultado.

A ameaça de boicote foi deixada durante uma conferência sobre os itinerários da Serra da Estrela que juntou sábado, em Seia, vários presidentes de Câmara, presidente das Estradas de Portugal, empresários e outras forças vivas desta região.

Num tom visivelmente agastado, Alexandrino lançou o repto aos partidos políticos concelhios para se juntarem a esta forma de protesto, explicando às pessoas para não irem votar. “Poderão dizer que estou a incitar o não cumprimento de um dever cívico, mas eu estou cansado, estou farto de falar e ninguém me ouvir e por isso é preciso fazer com que o país repare em nós, provar que nós somos gente, que nós temos vida e que temos filhos que se querem fixar aqui” afirmou, exaltado, o autarca oliveirense, voltando a dizer que esta é uma luta que já não se faz só com palavras tem que ser com “dor”.

“O caminho da diplomacia política já não serve, é preciso uma luta de coragem em relação a Oliveira do Hospital” entende Alexandrino, ameaçando ainda com o corte da Estrada da Beira, durante um dia.  O autarca desafiou de resto os presidentes de Câmara desde Gouveia a Oliveira do Hospital “a interromperem o trânsito na estrada com máquinas do município”, dizendo já não temer nada, nem ninguém. “Nem que o presidente da Câmara seja preso por desobediência, as prisões foram feitas para os homens” extremou o autarca, deixando claro que está não é uma luta contra ninguém, mas a favor “daquilo que é justo e por aquilo a que temos direito”.

“Esta região está a ser tratada como não fazendo parte do país que nós amamos”, lamentou o edil que em vez de político, quer ser conhecido como “guerrilheiro” e lutar pela conclusão do famigerado IC6. “Se eles não nos querem ouvir, só perdemos tempo e desgastamo-nos”, por isso “está na hora de nós unirmos nesta grande luta”, apelou o edil, voltando a frisar que ”esta luta só se faz com dor”.

 

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