Autarca de Oliveira do Hospital pede auditoria à Câmara

Folha do Centro - Autarca de Oliveira do Hospital pede auditoria à Câmara

José Carlos Alexandrino diz-se tranquilo em relação às “ameaças” do destituído presidente da Assembleia Municipal que tinha já solicitado a intervenção da Inspeção Geral de Finanças.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital acaba de pedir uma auditoria à Inspeção Geral de Finanças, garantindo não ter nada a temer relativamente às suas decisões e do seu executivo, como parece querer fazer prova em contrário, o destituído presidente da Assembleia Municipal, António Lopes, na carta que enviou à mesa provisória deste órgão autárquico.

Na missiva, o ex líder da Assembleia, solicitava um conjunto de documentos relacionados com a gestão do Município onde “apontava várias irregularidades” para enviar à IGF, mas Alexandrino garante que como “quem não deve, não teme”, foi ele próprio a solicitar essa auditoria à gestão camarária. “Há uma palavra que não entra no meu dicionário que é o medo”, fez questão de deixar claro, na última reunião pública do executivo, onde se mostrou de “consciência tranquila” em relação às suas opções politicas. “Sabemos que fazemos as coisas dentro dos procedimentos legais o que demonstra claramente que não tenho medo, e estou tranquilo em relação a um conjunto de ameaças e represálias que tentaram fazer comigo durante algum tempo”, afirmou o edil, lamentando que alguns ainda tenham pensado que a bancada do PS – partido pelo qual foi eleito – “não seria capaz de propor a destituição do presidente da Assembleia porque este sabia de «podres» que nos ponham fora da Câmara em seis meses”. “Estamos a aguardar que decorram esses seis meses e estamos à espera dessa auditoria”, adianta Alexandrino, dando nota do pedido enviado à Inspeção Geral de Finanças para que venha averiguar todos os processos que foram alvo de denúncia por parte do ex presidente da Assembleia.

“Enviámos também à IGF a carta que ele enviou à mesa da Assembleia onde apontava um conjunto de irregularidades para que viessem ver esses documentos, e depois o relatório final há de ditar de que lado está a razão”, considera ainda o edil, mostrando-se “tranquilo” em relação á legalidade dos procedimentos que tem adotado enquanto líder da autarquia. (leia mais na edição impressa)

 

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