Autarcas alertam para “urgência” do corte de árvores ardidas junto a estradas e caminhos

arvores ardidas

Quase dois anos após o grande incêndio de 15 de outubro de 2017.

A “urgência” do corte de árvores que constituem perigo junto de caminhos e estradas foi um dos assuntos em destaque na última reunião da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, realizada na tarde de 27 de setembro. A preocupação foi manifestada pelos presidentes de Junta de Freguesia de Aldeia das Dez, S. Gião e União de Freguesias de Ervedal da Beira e Vila Franca da Beira.

Carlos Castanheira, Luciano Correia e Carlos Maia, respetivamente, foram os autarcas  que alertaram para a urgência de retirada das árvores, que se encontram junto de estradas, mas também de caminho rurais de acesso a algumas habitações.

Carlos Maia, autarca de Ervedal e Vila Franca da Beira reportou, de modo particular, a situação que se verifica junto à EBI da Cordinha, onde “há pinheiros de grande porte que podem vir a baixo”.

O Município de Oliveira do Hospital já tinha indicado em comunicado que desde o dia 2 de setembro tinha dado início ao corte das árvores queimadas, substituindo-se aos privados que não o fizeram.

Tal foi também confirmado, em reunião da Assembleia Municipal pelo presidente do executivo que adiantou ter sido adjudicada a limpeza de 77 Km de bermas de estradas. José Carlos Alexandrino explicou ainda que até ao dia anterior ao da reunião da Assembleia tinha sido limpa uma extensão de 20 Km, estando em falta 57 km. O autarca considera que a preocupação dos presidentes de junta “é legítima”, referindo porém que ninguém mais do que ele próprio gostaria de ver o problema resolvido. Porém, como explicou, a demora deve-se ao processo de marcação de árvores, assim como à adjudicação dos trabalhos, já que só um jovem empresário se mostrou disponível.

A propósito e ainda no período antes da ordem do dia da Assembleia Municipal, Rafael Dias, deputado do CDS-PP, questionou o executivo sobre a demora no arranque dos trabalhos de remoção das árvores ardidas. “Estaria à espera que fossem os proprietários com baixas pensões a fazê-lo?”, questionou, logo referindo que o governo não procede ao aumento das reformas e pensões desde 2016.

João Ramalhete, do PS, não tardou em sair em defesa do governo e dar resposta ao deputado do CDS, informando que é “mentira” que o governo não tenha procedido à atualização das pensões mínimas e rurais desde 2016.

 

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