Banco de Recursos Sociais recolhe três toneladas e meia de alimentos

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Três toneladas e meia de alimentos é o balanço da campanha promovida, no último fim de semana, pelo Banco de Recursos Sociais de Oliveira do Hospital. Tratou-se de mais uma ação de recolha de bens alimentares das várias já realizadas este ano na cidade, desta vez, tendo como palco os quatro grandes supermercados de Oliveira. À semelhança das últimas campanhas, também esta esteve focada na angariação de géneros alimentícios para as crianças e bebés, cuja procura tem vindo a crescer no último ano. Três mil e quinhentos quilos de alimentos que segundo o vereador da ação social, José Francisco Rolo, traduzem a solidariedade dos oliveirenses, num momento de particular dificuldade. Significa isto que “Oliveira do Hospital tem sabido responder ao apelo que é feito”, garante o vice presidente da Câmara, sublinhando ainda o facto das dádivas terem sido essencialmente direcionadas para os alimentos para crianças, como papas, leite, cereais, tal como tinha sido pedido.
Os alimentos recolhidos vão agora reforçar os stocks do Banco de Recursos Sociais, que desde o inicio de 2012 tem assistido a um crescendo do número de pedidos de ajuda alimentar. Com perto de uma centena de beneficiários, aquele dispositivo de apoio social é coordenado pelo gabinete de ação social da autarquia, mas funciona essencialmente com a colaboração das IPSS’s do concelho que servem de ponto de recolha de bens e equipamentos doados ao Banco de Recursos. Entre as dádivas mais frequentes contam-se as roupas, calçado, brinquedos e pequenos eletrodomésticos e equipamentos de bebé, sendo que, a ajuda alimentar fica aquém das necessidades, levando a Câmara Municipal a ter de “reforçar” as prateleiras, devido à procura crescente que se tem vindo a sentir dos bens de primeira necessidade. “A Câmara Municipal não quer que falte nada ao Banco de Recursos”, refere o vereador da ação social, não escondendo que a situação de muitas famílias oliveirenses se tem vindo a degradar devido a um conjunto de circunstâncias. “Tem a ver com o fim das prestações sociais, com o fim do subsídio de desemprego, com situações de desemprego prolongado, e até novas formas de pobreza relacionadas com a perda de rendimentos de pessoas que estavam habituadas a determinado padrão de vida e de repente ficaram sem nada”, explica Francisco Rolo, dando conta da procura cada vez maior do gabinete de ação social.
Não tendo dúvidas que o Banco de Recursos é um importante “instrumento” de apoio social, o vereador acredita também que o programa Ativos Sociais lançado pela autarquia tem ajudado a combater alguns casos de carência económica no concelho, traduzindo-se até agora na criação de 40 postos de trabalho, sobretudo junto das IPSS’s e 14 agregados familiares apoiados “em troca” de trabalho comunitário. “A Câmara está atenta a este fenómeno e está consciente das dificuldades sentidas pelas pessoas”, garante o vice presidente, aproveitando para reafirmar o compromisso do executivo de “assumir as pessoas como o centro da sua ação política”, mesmo que esta realidade implique deixar por fazer algumas obras “físicas”no concelho.

 

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