BLC3 investe 11 milhões de euros em Laboratório Colaborativo para a Economia Circular

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A Economia Circular é um dos maiores desafios e paradigmas atuais, exigindo um conhecimento multidisciplinar e uma grande capacidade de resposta e de massa crítica devido à sua complexidade, e uma das grandes apostas da Política Europeia e Nacional.

Os Laboratórios Colaborativos, COLAB, são uma medida do atual Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tendo como objetivo o apoio ao nascimento e desenvolvimento de entidades/estruturas que promovam a cooperação entre o meio académico e empresarial e a comercialização de conhecimento (um dos maiores problemas existentes em Portugal, relacionado com a reduzida capacidade de chegar com conhecimento ao mercado).

O COLAB para a Economia Circular tem sede no campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital (região interior) e apresenta um plano de Investimento de 11 milhões de euros para os próximos 5 anos e a criação de mais de 45 postos de trabalho de emprego científico e qualificado diretos e mais de 60 indiretos. A sua aprovação foi alcançada em dezembro de 2018 e após um processo de avaliação de um painel de peritos internacional.

Os COLAB´s, num total de 21 reconhecidos em Portugal, estão orientados para a resolução de problemas e valorização de oportunidades complexas, através de conhecimento e massa crítica, com a criação numa primeira fase de postos de trabalho altamente qualificados, científicos e dedicados a 100% para um mesmo objetivo e num relacionamento estreito entre as empresas e a academia, numa mesma estrutura que irá convergir pensamentos e “linguagens”.

O COLAB de Economia Circular irá desenvolver atividades em 3 plataformas tecnológicas, como a: (1) Biotecnologia Industrial; (2) Processos de Sustentáveis de Separação e Química Verde; e (3) EcoDesign; e com impacto nas cadeias de valor da (i) Floresta, (ii) Agroindustrial, (iii) Resíduos Urbanos, (iv) Água, (v) Manufatura Industrial; (vi) Construção; e (vii) Serviços. Em termos técnico-científicos irá desenvolver trabalho desde a biotecnologia até ao marketing e regulamentação, devido multidisciplinaridade do tema da Economia Circular.

O COLAB para a Economia Circular representa a criação de uma entidade, tendo como promotor líder a BLC3, em cooperação com entidades do tecido empresarial como a Aquitex, Mota Engil, Lipor, Raiz (Grupo Navigator), Têxtil Manuel Gonçalves, de Laboratórios de Estado e Interface, como o Laboratório Nacional de Energia e Geologia e o Instituto de Soldadura e Qualidade, respetivamente, e do meio académico, as Universidades, como a U. Aveiro,  U. Católica Portuguesa, U. Coimbra, U. Minho, U. Nova de Lisboa e U. Porto.

Tem ainda cooperação técnico-científica com o Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Coimbra e o iBET, e cooperação industrial e de mercado com o Cluster Smart Waste, Portugal Foods, COTEC, Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção: estando em estabelecimento também já cooperação internacionais, em particular na Europa.

João Nunes sustenta que haverá ainda cooperação com outros COLAB´s num contexto de valorização de competências, investimento, conhecimentos e numa relação Win/Win. Exemplo disso, será a cooperação com o COLAB de Montanha (Promotor Líder Instituto Politécnico de Bragança), COLAB de Biorrefinarias (Promotor Líder Laboratório Nacional de Energia e Geologia), COLAB de Biotecnologia Azul (Promotor Líder: Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental) e o COLAB de Inovação para a Indústria Alimentar (Promotor Líder: Associação Integralar – Internvenção de Excelência no Setor Agroalimentar), devido à transversalidade do tema da Economia Circular e à necessidade de apoio a estes COLAB para a utilização eficiente de recursos e minimização da geração de resíduos.

No arranque do COLAB de Economia Circular existe já uma cooperação estabelecida com a Agência Portuguesa do Ambiente, que será uma das grandes prioridades de início de atividades deste COLAB.

Pretende adicionalmente ser uma resposta a problemas complexos e orientações políticas nacionais (por exemplo, o Plano de Ação para a Economia Circular, a Agenda de Investigação&Inovação para a Economia Circular 2030 e a Diretiva dos Resíduos) e internacionais (por exemplo, o Plano de Ação Europeu para a Economia Circular).

 

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