Bombeiro de Oliveira do Hospital conseguiu sair vivo do fogo

Folha do Centro - Bombeiro de Oliveira do Hospital conseguiu sair vivo do fogo

Paulo Rocha escapou ileso enquanto viatura em que seguia ardeu no incêndio que atingiu com grande violência a freguesia de Penalva de Alva, consumindo uma área de mais de 150 hectares de floresta.

O adjunto do Comando dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital escapou praticamente ileso às chamas, enquanto o jipe em que seguia para o combate ao fogo, no lugar de Quintas de S. Pedro, freguesia de Penalva de Alva, ficou destruído.

Paulo Rocha ter-se-á apercebido da violência com que o incêndio se aproximou e cercou a viatura “numa viragem repentina do vento”, e conseguiu fugir a tempo, tendo-se refugiado no interior de uma casa de pedra, onde o fogo já tinha passado. Esta é uma das histórias com final feliz e que contrasta com os momentos de pânico e de horror vividos pelas populações atingidas pelas chamas na zona do Vale do Alva, nomeadamente na encosta de Santo António do Alva e da Catraia de S. Paio, onde o fogo lavrou com bastante intensidade.

A localidade de Quintas de S. Pedro chegou mesmo a estar cercada pelas chamas durante várias horas, não havendo todavia registo de qualquer casa de habitação destruída. Houve sim, por uma questão de precaução, a necessidade de evacuar alguns habitantes e animais que se encontravam na área atingida pelo fogo. “Já há muitos anos que não se via um incêndio destes aqui”, observava um dos muitos populares que se encontravam a “seguir” o curso das chamas em locais estratégicos, ao longo da Estrada da Beira.

“Já tenho aqui as mangueiras preparadas se ele cá chegar” afirmava ainda outro popular com terrenos de cultivo bem próximos das chamas, lamentando que “isto aconteça porque ninguém limpa”, nem é “obrigado a limpar”. “Já viu esta desgraça, as pessoas têm as terras e deixam-nas de mato”, queixa-se, à espera que o fogo não lhe bata a porta, como estava a acontecer a escassos metros mais abaixo da sua propriedade.

“Infelizmente foi um prejuízo enorme para o concelho, não só pelo valor da madeira, mas pelo valor incalculável que este património paisagístico representa”, lamentou Alexandrino, ao mesmo tempo que se congratulava com o “excelente trabalho” realizado pelos soldados da paz que estiveram no terreno e que segundo o edil, impediram que o fogo colocasse em perigo toda a zona da Estrada da Beira, e a própria Somit, uma empresa de aglomerados de madeira do grupo SONAE situada junto à EN17.

“Foi um incêndio com características difíceis, que atingiu uma dimensão muito grande, foi pena que os meios aéreos não tivessem atacado numa fase inicial, e isso veio a condicionar o combate”, referiu ainda assim o autarca, fazendo agora contas aos prejuízos materiais e acima de tudo ambientais para o concelho.

 

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