Café Portugal atribui “sorte grande” no euromilhões

Folha do Centro - Café Portugal atribui “sorte grande” no euromilhões

Prémio no valor de mais de meio milhão de euros foi o único atribuído em Portugal, num concurso sem totalistas.

Não foi o primeiro prémio, mas o valor é “chorudo”, o maior até ao momento “vendido” pelo Café Portugal. São 528.720,31 euros, de acordo com Albertino Ferrão, proprietário do emblemático espaço comercial de Oliveira do Hospital, que há mais de 60 anos vende “jogos da sorte”.

E a história reza que o Café Portugal já “deu” vários prémios, embora este seja o mais significativo, «que nós saibamos», observa o proprietário, lembrando que, nos atuais moldes de funcionamento, o premiado pode reclamar o prémio noutros locais, nomeadamente na Santa Casa da Misericórdia e quem vendeu acaba por nem se aperceber da situação.
O “senhor Ferrão”, como é comummente conhecido, admite que a «crise leva as pessoas a jogarem mais, à procura da sorte». Todavia, assinala, também é verdade que «gastam valores mais pequenos», mas é «sempre uma tentativa de melhorar a situação».

Albertino Ferrão e o seu funcionário, Carlos Artur, asseguram o registo das apostas no Café Portugal e se há 60 anos, «quando começámos», recorda, reinava o Totobola, com «preenchimento manual», agora o “tabuleiro” é diferente e diversificado. «Há jogos todos os dias», refere.

Perante uma panóplia de oferta variadíssima e diária, a “raspadinha” continua, sublinha «a ser a mais solicitada». Talvez porque o valor a pagar seja pequeno e, sobretudo, o prémio é, na grande maioria dos casos, pago de imediato. Albertino Ferrão refere que têm sido muito os prémios atribuídos através da “raspadinha” no Café Portugal, alguns dos quais chegam ao patamar dos 100, 500 e 1000 euros. E lembra que quando o prémio é mais “consistente” tem de ser levantado na Caixa Geral de Depósitos.

Satisfeito com a “venda” do segundo prémio do euromilhões (concurso 40), o proprietário do Café Central faz um balanço positivo do “marketing” que lhe está naturalmente associado. «O prémio melhorou o negócio, há mais procura, nota-se», afirma bem-disposto e feliz com a perspetiva de “dar” aos seus clientes habituais mais uma “roda da sorte”. Se não for um primeiro prémio, que se repitam, pelo menos, “segundos” como este.

No concurso 40 não houve totalistas, pois nenhum apostador acertou nos cinco números e nas duas estrelas. Houve, isso sim, dois segundos prémios com cinco números certos e uma estrela. O premiado português fez a sua aposta no histórico Café Portugal, em Oliveira do Hospital. Seis números de ouro que valem 528.720,31 euros, de acordo com o registo da Santa Casa da Misericórdia.

Apesar do prémio não ter sido reclamado no estabelecimento comercial, o Folha do Centro apurou que o prémio terá ido parar a S. Paio e a alguém que “não precisava”.

 

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