Câmara assina protocolo com FAAD para pôr Unidade Móvel de Saúde a funcionar

Folha do Centro - Câmara assina protocolo com FAAD para pôr Unidade Móvel de Saúde a funcionar

Equipamento inaugurado há mais de um ano vai finalmente ser colocado ao serviço das populações

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital chegou a acordo com a Fundação Aurélio Amaro Diniz e vai colocar finalmente a Unidade Móvel de Saúde a funcionar.

Inaugurada há mais de um ano, esta viatura, co financiada pela ADIBER e Município oliveirense, tem estado estacionada às portas do hospital da FAAD à espera da disponibilização de meios “humanos” para poder cumprir a “missão” para que foi criada: que é prestar cuidados de saúde às populações, sobretudo às mais idosas e distantes dos serviços médicos.

O presidente da autarquia, José Carlos Alexandrino, explicou, na última reunião pública do executivo camarário, que vão ser disponibilizados dois enfermeiros, colocados pela ARSCentro, que numa primeira fase vão dar cobertura às freguesias mais distantes da sede de concelho, como é o caso de Lourosa, Aldeia das Dez e S. Gião, que têm uma população bastante envelhecida e a necessitar destes cuidados de proximidade. “Não era compreensível que a Câmara Municipal tivesse financiado em 40% esta viatura, e esta tenha sido inaugurada há mais de um ano e não se estivesse ao serviço das populações mais periféricas”, explicou Alexandrino, justificando assim o protocolo com a FAAD que é se mantém como a titular desta Unidade Móvel e do seu equipamento.

Com duas enfermeiras destacadas para este serviço móvel, o autarca pretende desta forma melhorar a assistência de saúde nas “pontas do concelho”, estabelecendo um período “experimental” até ao final do ano, para ver como é que esta Unidade Móvel de Saúde irá funcionar.

O vereador da oposição, João Brito, questionou ainda assim a intervenção da FAAD neste processo, uma vez que as responsabilidades sobre o funcionamento desta nova valência passam agora para a alçada da Câmara Municipal e ARSC, ao que lhe foi esclarecido que era apenas por uma questão do equipamento pertencer à Fundação. Alexandrino aproveitou, de resto, para lembrar que apesar da saúde ser uma competência do Estado, o executivo tem investido muito nesta área, quer através da atribuição de subsídios para a compra de medicamentos e deslocações para consultas a Coimbra para famílias carenciadas, quer através de apoios a instituições, como é o caso da nova unidade de cuidados continuados de Alvoco das Várzeas, que já tem prometido um subsidio de 75 mil euros, quer o novo lar residencial da Santa Casa da Misericórdia de Galizes, que também vem reforçar apoio a utentes com incapacidade cognitiva e motora.

Uma coisa é certa, quando a Unidade Móvel estiver a funcionar a 100%, Alexandrino não tem dúvidas que “o executivo também ficará mais feliz”, na medida em que vai ajudar a melhorar a qualidade de vida das populações mais distantes dos cuidados de saúde.

 

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