Câmara Municipal abre finalmente novo concurso para a conclusão das obras de requalificação da Escola Secundária, depois das Construções CIP terem abandonado os trabalhos há um ano

Folha do Centro - Escola Secundária de Oliveira do Hospital vai ser remodelada

Alexandrino reclama pagamento dos prejuízos causados num dos pavilhões que está sem cobertura.

Um ano depois da obra de requalificação da Escola Secundária ter sido abandonada pela empresa e do autêntico “calvário” em que se transformou este processo que terminou com a rescisão litigiosa do contrato com a construtora CIP, a Câmara Municipal recuperou finalmente a posse administrativa da obra e avançou, na última reunião pública do executivo, com o lançamento do novo concurso.

O presidente, José Carlos Alexandrino, garantiu que depois de uma “cruzada enorme”, e de “manifestos prejuízos para o orçamento municipal”, o executivo está agora em condições de abrir o novo procedimento concursal. “Há um conjunto de prejuízos que têm que ser discutidos em tribunal com a empresa de um pavilhão que ficou a descoberto”, fez notar o edil, que reclama o pagamento dos prejuízos à empresa Construções CIP que começou as obras num dos pavilhões e parou-as um mês depois, deixando o pavilhão destapado e exposto às intempéries durante cerca de um ano.

Além disso, como os preços subiram em cerca de 30%, Alexandrino garante que neste momento a Câmara Municipal “vai fazer um esforço maior” quando esta é uma obra do Ministério da Educação. “Espero marcar uma reunião com o senhor Ministro para ver se encontramos uma solução para que o esforço não seja tão grande, até porque nós não tivemos culpa”, considerou o autarca que viu a abertura de concurso aprovada com o voto favorável do vereador do PSD, Cláudio Correia, que antes tinha questionado se a rescisão do contrato com a CIP construções se confirmava até para não haver mais “dissabores no futuro”.

Alexandrino informou que se assim não fosse, sem não houvesse rescisão judicial, a Câmara continuava sem poder intervir e tomar posse administrativa da obra . “Tivemos de romper o contrato, caso contrário iríamos perder as verbas do quadro comunitário”, garantiu o edil, para quem o importante agora é adjudicar o mais rápido possível a obra e concluir os trabalhos, que têm como objetivo principal a substituição das coberturas de fibrocimento existentes na escola.

 

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