Câmara pondera entrega de parte da recolha do lixo a empresa “externa”

Folha do Centro - Câmara pondera entrega de parte da recolha do lixo a empresa “externa”

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital anunciou estar em estudo a possibilidade de entregar pelo menos “metade” do circuito da recolha de lixo do concelho à CESPA – a empresa que ganhou o concurso internacional para fazer a recolha de resíduos sólidos urbanos nos Municípios que integram a Associação do Planalto Beirão.

Satisfeito com o trabalho realizado pelos serviços camarários nesta área, José Carlos Alexandrino, afirma, todavia, estar a ponderar a concessão deste serviço, pelo menos, em parte do concelho, sendo que a outra parte ficaria ainda por conta dos serviços municipais. O autarca garante que, apesar deste ser um setor que está “muito equilibrado” entre aquilo que são as despesas e as receitas, a opção pela entrega da recolha dos lixos a uma empresa externa poderá “diminuir os custos” com este serviços, tendo em conta sobretudo o facto da Câmara Municipal ter uma frota de viaturas já com “alguns anos”, que poderão começar a dar problemas.

“Seia já entregou à CESPA e nós se não o fizermos teremos de futuramente entregar os lixos diretamente no aterro sanitário em Tondela”, informou o edil, que se diz muito “inclinado” para contratualizar com aquela empresa a recolha dos resíduos nalguns circuitos do concelho oliveirense, não porque haja razões de queixa, até porque considera que este foi um dos serviços em que conseguiram algumas melhorias relativamente ao passado, mas por uma questão de redução da despesa que neste momento ronda os 500 mil euros anuais. “A minha única preocupação com o Planalto Beirão tem a ver com os municípios que têm dívidas bastante elevadas”, mas “tenho confiança que com o novo conselho de administração, presidido pelo presidente da Câmara de Tábua, vai iniciar-se aqui um novo ciclo”, fez constar Alexandrino, na última reunião pública do executivo camarário, onde deu ainda nota das negociações com a administração da empresa Águas de Portugal, por causa do problema da “faturação excessiva” de saneamento básico, que tem levado a Câmara de Oliveira a devolver as faturas às Aguas do Zêzere e Côa.

“Oliveira é um dos concelhos que tem mais razões de queixa tendo em conta a quantidade de águas pluviais que entra no sistema”, afirmou o autarca, que tem vindo a sensibilizar a tutela para a alteração das tarifas nesta área por forma ao “esforço” ser dividido entre os municípios de grande densidade populacional e os mais pequenos. “Há um pedido de indemnização que está a ser negociado, porque houve aqui alguns exageros na faturação”, informou Alexandrino, empenhado em resolver um dos problemas, a par com o fornecimento de água, que mais tem contribuído para o deficite das contas do Município.

 

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