Câmara prepara caderno de encargos diferente para o Café Central

Folha do Centro - Café Central reabre a 1 de junho com nova gerência

Alexandrino diz que é preferível baixar a renda para os 600 euros do que ter uma renda de 1000 euros e ninguém pagar.

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital quer acabar com os problemas com a concessão do Café Central, e anunciou na última reunião pública do executivo que o novo concurso será lançado já com um caderno de encargos diferente.

A ideia, segundo explicou, é baixar significativamente os valores da renda mensal, lançando o valor indicativo de 600 euros, obrigando ao mesmo tempo o futuro concessionário a assegurar uma programação cultural naquele espaço, propriedade do Município e que nos últimos anos só tem dado dores de cabeça ao executivo, por incumprimento no pagamento das rendas por parte de anteriores concessionários.

O presidente da autarquia falava no seguimento da intervenção do vereador do PSD, Cláudio Correia, que se encontrava em substituição do vereador João Paulo Albuquerque, tendo questionado o executivo se “já foi liquidada a dívida” do anterior arrendatário, e sobre “quanto mais tempo estima que teremos que esperar para abrir concurso, e se o novo concurso será um «copy paste» do anterior e se será ajustado para que não aconteça o que aconteceu no passado”, pois, adiantou, “o café está parado há mais de quatro meses com perda de receita para o erário público”.

Alexandrino informou que o “montante em atraso ainda não foi liquidado”, e lamentou que, com ele aberto ou fechado, a Câmara tem sempre perdido receita com aquele espaço. “Aquele café só tem dado problemas, tem sido um mar de problemas”, considerou, entendendo que “a Câmara também não tem culpa das pessoas oferecerem valores altos e depois não conseguirem pagar”.

Ainda sem adiantar datas para a abertura do novo concurso, o autarca adiantou que o Café Central terá de ter “um caderno de encargos diferente”, em que o critério de concessão do espaço não seja a proposta mais alta de renda. “O Café Central deve ter uma renda que seja sustentável”, fez notar, defendendo que deve ser a “Câmara a fazer o preço e a fazer uma qualificação dos candidatos”.

Apontando como valor indicativo uma renda de 600 euros, o autarca entende que esta poderá ser uma “solução diferenciadora”, pois, na sua opinião, vale mais ter uma renda inferior e ser sustentável do que “ter uma renda de 1000 ou 1200 euros e depois ninguém nos pagar”.

Não escondendo que gostaria de ver o espaço já em funcionamento por altura da Feira do Queijo nos próximos dias 14 e 15 de março, Alexandrino aproveitou ainda para responder ao vereador da oposição, dizendo que está a aguardar um plano de pagamento por parte do anterior arrendatário.

 

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