Câmara reforça conta solidária com 26 mil euros para responder aos 40 pedidos de ajuda de oliveirenses

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Candidatos aos apoios vão receber os apoios provenientes dos donativos dos portugueses no montante de 73.500 euros.

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital deu finalmente como concluído o processo de homologação da Conta Solidária criada na sequência do grande incêndio de outubro de 2017 com o objetivo de angariar fundos monetários para apoio às vítimas.

Ao todo os donativos dos portugueses ao concelho de Oliveira do Hospital totalizaram 73 mil e 500 euros, verba que vai agora ser distribuída pelos candidatos que, de acordo com o regulamento municipal e os critérios da comissão técnica que avaliou as candidaturas, cumprem os requisitos para receber o dinheiro doado.

Refira-se que, do total das candidaturas apresentadas junto da Câmara Municipal, foram validados 40 pedidos de ajuda monetária no montante de 104 mil euros, sendo que 25 foram inseridos nas “prioridades regulamentares”, absorvendo a quase totalidade da verba disponível na conta, ou seja, 68 mil euros. Ficaram assim de fora 15 candidaturas e um montante de cerca de 5 mil euros por distribuir.

Face ao “déficit” de 31 mil euros, o presidente do Município, José Carlos Alexandrino, propôs, na última reunião de Câmara, que se fizesse um reforço de 26 mil euros da conta solidária, de modo a poder acudir aos 15 pedidos de apoio que não foram considerados “mais prioritários”.

Dois anos volvidos do grande incêndio, e apesar de já ter sido criticado na comunicação social por não ainda ter distribuído o dinheiro dos donativos pelas vítimas, Alexandrino explica que não quis fazê-lo antes, por uma questão de “transparência”, para não ser acusado de “distribuir pelos amigos e familiares”. “Aquela conta nunca foi usada, nem um tostão, para que houvesse uma transparência total”, referiu o edil, lembrando que a atribuição das verbas teve critérios “técnicos” e não políticos. “Devemos agora publicar os nomes de quem deu e de quem recebeu” adiantou o presidente, garantindo, todavia, que nestes dois anos “resolvemos os problemas das pessoas, sem mexer na conta solidária”.

Também o vereador da oposição, João Paulo Albuquerque, sublinhou a forma “transparente” como o Município tratou este processo, o que no seu entender “é um exemplo que damos para as restantes autarquias”. Por seu lado, o vereador Carlos Carvalheira, do PS, enalteceu os procedimentos adotados pelo Município para lidar com estes dinheiros que são provenientes de donativos e que devem ser de “uma seriedade a toda a prova”. “Não se precipitaram a dar logo os donativos, esperaram que uma equipa delineasse a atribuição destes subsídios”, afirmou, mostrando-se satisfeito com a forma como este processo encerra, e mais palavras para quê, depois do que o vereador do PSD disse “não há dúvidas que os dinheiros dos donativos vão ser utilizados em prol daqueles que mais precisam”, concluiu.

 

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