Candidato do PSD acusa PS de vender a ideia de que é possível construir “o céu na terra”

Folha do Centro - Candidato do PSD acusa PS de vender a ideia de que é possível construir “o céu na terra”

Tradicional convívio das Caldas de S. Paulo foi farto em críticas ao executivo camarário do Partido Socialista.

O PSD voltou a reunir este domingo a família social democrata concelhia no tradicional convívio das Caldas de S. Paulo. Realizado a menos de um mês das próximas eleições autárquicas, aquele que em tempos foi apelidado de “Pontal das Beiras”, ficou marcado por fortes críticas ao executivo camarário do PS, mas também por algumas promessas por parte do cabeça de lista, João Paulo Albuquerque, que apelou à “mudança de rumo” no concelho para acabar com aquilo que classifica de “arrogância” e “poder absoluto” instalado em Oliveira do Hospital.

Uma mudança que o candidato entende ser uma necessidade, depois de oito anos de governação socialista em que “nos venderam a ideia da possibilidade de construir o céu na terra”.

Da Zona Histórica que “continua por requalificar”, às principais entradas da cidade que “não sofreram qualquer alteração desde 2009”, passando pela limpeza da Ribeira de Cavalos e requalificação do Parque dos Marmelos que “continuam por fazer”, João Paulo Albuquerque elencou inúmeras áreas e projetos na cidade e fora dela que, no seu entender, continuam na mesma ou pior que há oito anos, quando o PSD deixou de ser poder na Câmara Municipal. É o caso da saúde, segundo afirmou, que apesar do “plano revolucionário que ninguém sabe muito bem qual é” anunciado pelo atual presidente da Câmara, “os serviços hoje prestados são bem piores que há oito anos, tanto no SAP como nas consultas externas onde há milhares de utentes sem médico de família”.

A educação também não escapou ao olhar crítico do candidato do PSD que acusou o executivo socialista de ter mandado elaborar uma carta educativa “à la carte” , levando a que fossem gastos mais de um milhão de euros em infraestruturas de “viabilidade difícil de manter”, afirmou, numa referência ao Centro Educativo de Nogueira para onde, adiantou, se perspetiva a “deslocação de alunos da cidade a fim de se justificar a sua existência”.

Críticas e acusações que tocaram igualmente no problema das acessibilidades, nomeadamente no IC6, que apesar de ter sido apontado sempre como uma prioridade dos atuais candidatos do PS “a verdade nua e crua é que o Governo do Partido Socialista não o incluiu no plano de investimentos até 2030”, referiu o cabeça de lista do PSD à Câmara Municipal, apontando ainda o dedo à fraca capacidade de atração de empresas por parte do executivo PS, pois “volvido este tempo todo não há novas empresas a instalarem-se na ampliada zona industrial, nem no polo da Cordinha, alvo de escárnio e mal dizer no tempo do anterior executivo do PSD, onde não conseguiram fazer melhor”.

Tudo áreas onde o candidato social democrata pretende intervir e onde promete fazer melhor, apoiando “o investimento público e privado” no concelho. Entre as várias medidas anunciadas, João Paulo Albuquerque defendeu a redução do IMI e a devolução dos 5% do IRS aos oliveirenses, prometendo ainda estender o Programa de Incentivo à Natalidade até aos 4 anos de idade e comparticipar os manuais escolares até ao 6ºano.

Dizendo-se apostado em construir um concelho diferente onde “a tolerância e o diálogo sejam de uso permanente”, o candidato laranja prometeu apoiar as freguesias, instituições e associações que, na sua opinião, devem ser lideradas por “pessoas totalmente independentes”.

Um concelho diferente também defendido pelo candidato à Assembleia Municipal e atual presidente da Concelhia do PSD, João Brito, que fez notar a “mais valia das equipas” candidatas pelo partido, o que na sua opinião, contrasta com o PS que se apresenta “as mesmas pessoas e as mesmas promessas”. “Temos um executivo que anda à nora, não sabe o que faz nem o que quer para o concelho” acusou ainda o cabeça de lista à Assembleia Municipal, para quem o Oliveira do Hospital “precisa mesmo de mudar de rumo”.

Um apelo reforçado pelo “mentor” da candidatura do PSD, o ex presidente da Câmara, Mário Alves, que exortou uma vez mais à família social democrata, daqui até ao próximo dia 1 de outubro, para  “desmontar toda a estratégia de politiquice e de mentira” criada pelo PS.

 

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