CAULE deu lição sobre plantas autóctones

Folha do Centro - CAULE deu lição sobre plantas autóctones

Associação Florestal da Beira Serra assinalou Dia da Floresta Autóctone com ação de sensibilização que juntou algumas dezenas de crianças do primeiro ciclo.

Uma encosta do rio Alvoco povoada de várias espécies autóctones foi o local escolhido pela CAULE – Associação Florestal da Beira Serra para assinalar o Dia da Floresta Autóctone, que juntou cerca de quatro dezenas de crianças do primeiro ciclo da escola da Ponte das Três Entradas, numa espécie de visita guiada ao interior da floresta típica da região.

Uma iniciativa que teve como objetivo sensibilizar as crianças para a importância da preservação das plantas autóctones que, como explicou a bióloga Raquel Alves, têm um papel fundamental para assegurar a biodiversidade. Numa breve “lição” sobre a matéria, a técnica da CAULE e Federação Nacional dos Proprietários Florestais elencou algumas das espécies com maior predomínio na região como o carvalho, o medronheiro, o pinheiro manso, mas também o azevinho e o azereiro que, pela sua raridade, são classificadas de espécies protegidas. “Ninguém protege o que não conhece, e ninguém gosta daquilo que não conhece”, daí “o objetivo é fazer uma sensibilização destes pequenos”, entende a técnica da CAULE que assinalou o facto desta região ser ainda um bom exemplo de preservação da paisagem e da natureza, onde “existem bastantes espécies autóctones”.

A bióloga não deixa todavia de lamentar a tendência “crescente”, por parte dos proprietários florestais, de plantação de espécies de crescimento rápido, como o eucalipto e o pinheiro bravo que, a curto prazo, são mais rentáveis, e não haja tanta “preocupação” com a floresta autóctone que, quando devidamente conduzida, regenera de forma natural, não sendo sequer necessário investir na sua plantação.

Apesar da opção por espécies “mais fáceis”, a especialista garante que com o abandono do mundo rural, as espécies autóctones têm ganho terreno, “porque vence a regeneração natural”, ficando mesmo a falhar, muitas vezes, a sua limpeza, facilitadora do seu crescimento e conservação. As crianças foram ainda alertadas para uma doença que tem estado a dizimar vastas áreas de pinheiro bravo na região e não só, também conhecida como a doença do nemátodo da madeira do pinheiro, que está a ser “combatida” pela CAULE através da remoção dos pinheiros infetados que se distinguem pelo seu aspeto seco.

 

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