CDS acusa candidatura do PS em Oliveira do Hospital de gastar dinheiro a mais na campanha autárquica

Folha do Centro - CDS acusa candidatura do PS em Oliveira do Hospital de gastar dinheiro a mais na campanha autárquica

Candidatura liderada por Nuno Alves apresentou candidatos aos órgãos autárquicos.

A candidatura do CDS aos órgãos autárquicos de Oliveira do Hospital acusou, este sábado, os candidatos do Partido Socialista de “gastarem dinheiro a mais” em campanha político-partidária, e de o fazerem às “custas do contribuinte”, ao fazerem sair ainda agora para as caixas de correio dos oliveirenses, a pouco mais de um mês das eleições autárquicas, uma nova edição do boletim municipal.

“Temos uma candidatura do PS que vai gastar 80 mil euros numa campanha autárquica. Isto é vergonhoso num país que foi intervencionado recentemente pela Troika”, apontou o cabeça de lista dos centristas à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, Luís Lagos, que criticou não só o montante desmesurado do financiamento do PS à campanha em Oliveira do Hospital, como acusou os candidatos do partido no poder de “gastarem dinheiro do contribuinte” nesta campanha autárquica, com a edição de um boletim municipal, praticamente nas vésperas das eleições. “Ao PS local não lhe chegam os 80 mil euros de financiamento partidário para a campanha autárquica, porque ainda agora vimos sair para a rua um boletim municipal, num momento que não é mais que campanha politico partidária paga com dinheiro de todos nós”, afirmou Lagos, durante a apresentação dos candidatos do CDS/PP aos diferentes órgãos autárquicos do concelho.

Considerando vergonhosos e até “assustadores” os meios financeiros colocados ao dispor da candidatura do PS encabeçada pelo atual presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, o cabeça de lista do CDS à Assembleia Municipal, mostrou-se ainda incomodado com o “permanente clima de propaganda política” em que vivem os vereadores da Câmara Municipal. “Sentimos que há vereadores a mais que não estão a trabalhar. Hoje estamos a sair de casa e quase temos um vereador à porta de casa, nós estamos a entrar num supermercado e quase que nos aparece à frente um vereador, nós estamos a abrir a porta do carro e quase temos um vereador à porta do carro. É quase um clima de claustrofobia” observou Lagos, insistindo na proposta do CDS de reduzir o número de vereadores em permanência na Câmara Municipal, entendendo que há eleitos a mais no executivo que “andam na rua, em vez de estarem nos gabinetes a trabalhar”. “E a prova disso é que ninguém sabe, por exemplo, qual é o plano para a educação no concelho nos próximos anos, se há escolas que vão encerrar, se não há, queremos que deixem isto claro nesta campanha”, exortou, criticando o clima de campanha eleitoral em que se movimentam os candidatos do PS, e o facto destes só se preocuparem com certos temas em altura de eleições.

“Não percebo porque é que este executivo só fala em indústria de 4 em 4 anos, da outra vez iam aparecer industrias no Seixo, agora vai surgir uma nova zona industrial na cidade, quando nós temos terrenos há 20 anos que foram comprados por meia dúzia de patacas e não acontece lá nada”, aludiu, aproveitando ainda para “desconstruir” a ideia “construída” de que “o professor José Carlos Alexandrino é um candidato independente”. “Isto não é verdade, o professor José Carlos Alexandrino é o candidato do PS”, referiu, não tendo dúvidas que a única candidatura verdadeiramente independente a estas eleições autárquicas em Oliveira do Hospital é a liderada por Nuno Alves, considerando-a também “a mais abrangente”. Reforçando a sua forma de estar na política pela “positiva”, o cabeça de lista à Câmara Municipal voltou a mostrar-se disponível para “construir um futuro melhor” para um concelho que, na sua opinião, está “amarrado ao partidarismo” e que precisa de gente que “pense pela sua própria cabeça”. “Estou cá para dar tudo a Oliveira e aos oliveirenses”, garantiu Nuno Alves, apostado numa campanha pela positiva, com propostas capazes de fazer o concelho “andar para a frente” e não “fique estagnado como sentimos que está”, concluiu.

 

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