CDS quer eleger um vereador em Oliveira do Hospital

Folha do Centro - CDS quer eleger um vereador em Oliveira do Hospital

Nuno Alves e Luís Lagos protagonizam candidatura com “espírito positivo” e criticam PSD local de apresentarem às próximas autárquicas uma coligação “negativa” que só existe para “falar mal do presidente da Câmara”.

O CDS/PP de Oliveira do Hospital apresentou este fim de semana os cabeças de lista à Câmara e Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, naquilo que definiu como uma candidatura “pela positiva”.

Nuno Alves, médico dentista em Oliveira do Hospital e Luís Lagos, empresário e atual presidente da Distrital do CDS/PP Coimbra são os rostos de uma candidatura que tem como meta nas próximas eleições autárquicas, eleger um vereador à Câmara Municipal e reforçar o número de eleitos na Assembleia, onde o objetivo é a eleição de dois deputados municipais.

“Achamos que merecemos a eleição de um vereador, era importante para o equilíbrio político partidário do concelho”, admitiu o atual deputado municipal do CDS, Luís Lagos, que considera a não reeleição de pelo menos um eleito à Assembleia Municipal uma “derrota eleitoral” para o partido a nível concelhio.

Com uma candidatura claramente apostada na apresentação de propostas políticas que “possam colocar o concelho numa rota de crescimento” e menos na “crítica pela crítica”, Luís Lagos justificou assim o facto do CDS não aparecer coligado com o PSD, apesar de algumas conversações nesse sentido entre ambas as estruturas políticas concelhias. “Esse entendimento não foi possível em Oliveira do Hospital porque o PSD é mais uma candidatura contra o atual presidente da Câmara, do que uma candidatura como a nossa de proposta política para o concelho” explicou Lagos, considerando que o PSD se apresenta às próximas autárquicas como uma “coligação negativa” e com um “espírito diametralmente oposto” ao do CDS. Na corrida para apresentar ideias para o concelho e não para fazer oposição seja a que partido for, Luís Lagos entende todavia que se o PSD vier apenas para “dizer mal” e alimentar um “clima de guerrilha e de crítica permanente”, terá “o nosso apontamento, porque achamos que isso não interessa”, aludiu ainda o cabeça de lista do CDS à Assembleia Municipal, lembrando, além disso, que não “há qualquer tradição de coligação entre PSD e CDS em Oliveira do Hospital”.

Não tão sozinhos como há quatro anos, uma vez que concorrem em coligação com o MPT e PPM, o CDS de Oliveira do Hospital quer acima de tudo dar continuidade ao trabalho dos últimos quatro anos, não tendo dúvidas que foi o partido que “melhor contributo” deu para o debate político no concelho.

O candidato à Câmara Municipal, Nuno Alves, reforçou precisamente esse trabalho “construtivo” dos eleitos do CDS, lembrando que a sua candidatura para além de ser um “ato de coragem”, é sobretudo a “continuidade” de um trabalho “positivo” e não apenas de “mera critica” realizado nos últimos quatro anos. “Estamos aqui porque não podíamos defraudar as pessoas que votaram em nós há quatro anos e porque queremos que os nossos filhos tenham um futuro melhor que o nosso”, referiu o candidato que promete dar o seu contributo, com propostas políticas, para tornar Oliveira do Hospital um concelho “mais pró ativo” e “dinâmico” em áreas como o desenvolvimento empresarial e agricultura e florestas.

Deixando vincada a ideia de que “não precisam da política para nada”, os candidatos do CDS aos dois principais órgãos de decisão autárquica acabaram a propor a redução do número de vereadores a tempo inteiro na Câmara Municipal, considerando que o presidente e dois vereadores “é mais que suficiente” para gerir o Município. “Há empresas no concelho com orçamento superior ao da Câmara Municipal e que são lideradas por uma só pessoa, achamos que ter seis vereadores a tempo inteiro não se justifica”, concluiu Luís Lagos, que avança com o nome da Maria José Falcão de Brito para a União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços.

 

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