Comerciantes já foram instalados numa praça improvisada

Ervanária mudança

Obras de requalificação do Mercado Municipal e construção da Central de Camionagem já começaram.

Aguardaram anos e anos por este momento, e agora só esperam que as obras andem “rápido” para não acumularem mais prejuízos. É pelo menos assim que pensa a maioria dos comerciantes do Mercado Municipal de Oliveira do Hospital que, depois de anos a “penar” por melhores condições dentro e fora das lojas, viram finalmente avançar as obras de requalificação deste espaço.
No final da semana passada, e enquanto a empreitada não estiver concluída, o que aponta só para setembro, a Câmara Municipal realojou vendedores numa antiga oficina de automóveis, praticamente do outro lado da rua, numa “praça” improvisada, que, na opinião dos comerciantes, até “nem está nada mal” comparativamente ao que se vê noutros concelhos onde decorrem obras desta natureza. “Nós até nem nos podemos queixar, porque se nos mandassem para casa era bem pior, assim ainda se faz qualquer coisinha”, refere a proprietária de um dos cafés do antigo mercado. Com mais de 20 anos de “balcão” e clientela fidelizada aos famosos “petiscos” da casa, Gracinda entende que quem aguentou até agora, também aguenta mais uns meses, até porque depois “a gente espera que isto vá ficar melhor”.
Apesar de sentir a quebra no negócio com a mudança para as instalações provisórias, a comerciante não desanima e garante que “podia ser bem pior, se não nos tivessem arranjado estas condições”. “Além (no velho mercado) é que já não tínhamos condições nenhumas, até lá foi à ASAE”, conta, enquanto atende alguns clientes que apesar, da mudança, continuam “certinhos”. “Perdemos aquele movimento das camionetas, mas pronto depois também regressam”, diz, satisfeita com o local escolhido pela Câmara para os realojar enquanto as obras não ficam prontas.
Há 30 anos a vender produtos de ervanária numa loja de “rua” do mercado, Alice Castanheira também garante “não ter de que reclamar”, uma vez que “nos deram regalias que noutros locais não dão”. “Em Coimbra e na Figueira também já houve estas obras e não deram as condições que nos estão a dar a nós, por isso temos de compreender que depois também vamos ficar melhor”, diz, à espera que “isto termine rápido para voltar ao mercado”. “Aquilo vai ficar bonito, se ficar como está no papel”, refere ainda a mais antiga lojista a vender na praça, acreditando que as obras vão trazer mais gente ao local, tendo em conta só o movimento da futura central de camionagem que vai ser construída nas traseiras do mercado.
Aliás, como os dois equipamentos vão estar interligados fisicamente, os comerciantes esperam que isso possa trazer uma nova “vida” a um local da cidade que se encontrava a “morrer aos bocados”. “Isto estava sem vida, quem tem segurado o mercado lá dentro é a peixaria, o resto estava tudo vazio”, relatam as comerciantes, na expectativa de “sofrer” agora, para melhorar o negócio no futuro, pois “apesar das coisas não estarem famosas, tem-se estado a vender na mesma”. Adjudicadas à firma Construções Irmãos Peres por cerca de 700 mil euros, estas obras deverão estar concluídas em setembro, a tempo de serem inauguradas antes das eleições autárquicas.

 

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