Comissão Política do PSD antecipa eleições

Folha do Centro - Comissão Política do PSD antecipa eleições

António Duarte deixa lugar vago, não sem antes criticar as pessoas do PSD que tudo fizeram para conduzir o partido à pesada derrota autárquica do passado dia 29.

Alguns foram abandonando o barco durante o processo autárquico, outros fizeram-no imediatamente a seguir as eleições do passado dia 29, e neste momento a comissão Política concelhia do PSD de Oliveira do Hospital não tem sequer quórum para continuar em funções, precipitando assim o partido para um cenário de eleições antecipadas nas próximas semanas.

A situação é aliás confirmada pelo próprio líder local social democrata, António Duarte, que “independentemente dos resultados do PSD nas eleições autárquicas de setembro” é perentório em afirmar que o seu trabalho à frente dos órgãos concelhos está “esgotado”. “O meu trabalho foi projetado para organizar o processo autárquico, esse trabalho terminou, por isso o meu mandato esgotou-se”, entende, empenhado agora em acelerar o processo com vista à eleição dos novos órgãos concelhios do partido.

Antes de deixar o lugar vago, Duarte não deixa todavia de lamentar “certa gente que se dizia do PSD e que esteve a colaborar ativamente na campanha do PS”. “Hoje sei que tipo de trabalho é que foi feito”, garante o ainda líder laranja local, não escondendo ainda assim sua quota de responsabilidade no desaire eleitoral autárquico. “Evidentemente que assumo as minhas responsabilidades, mas não serei o único, há um conjunto de fatores internos e externos que ditaram os resultados” afirma, não poupando críticas àqueles que “abandonaram o barco no momento em que o partido mais precisava deles”. Críticas que prefere não particularizar, à exceção do dirigente e antigo vereador do PSD, José Ricardo, que acusa de tentativa de desmobilizar alguns nomes das listas do partido. “Houve elementos do PSD que levaram ao colo José Carlos Alexandrino, por isso não me espantam os resultados”, observa, ao mesmo tempo que confessa que “se voltasse atrás não levaria certas pessoas para a Comissão Política”. “Houve gente do PSD que contribuiu para a não constituição de listas em certas freguesias, gente que entrou em jogos de aliciamento”, denuncia o presidente da concelhia, apenas à espera de “fechar contas” e deixar o partido “limpo de ónus ” para dar o lugar a outros, o que pretende que aconteça o mais breve possível. “Encaro esse processo com algum otimismo, porque há muita gente nova que está disponível para servir o partido”, afirma acreditando no trabalho da futura Comissão Política que vier a ser eleita. “O PSD tem de começar já a trabalhar, não pode prolongar esta situação”, conclui, prometendo manter-se em funções até à convocação do ato eleitoral interno, isto apesar de nesta altura estar praticamente sozinho a segurar “o barco”.

 

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