Deputados do PS condenam “traição” da DREC

Folha do Centro - Deputados do PS condenam “traição” da DREC

Mário Ruivo e João Portugal fizeram um périplo pelos quatro agrupamentos de escolas e Secundária de Oliveira do Hospital e solidarizaram-se com protesto da comunidade educativa contra a agregação de “cinco em um”.

Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Coimbra, Mário Ruivo e João Portugal, fizeram um périplo pelos quatro agrupamentos de escolas do concelho de Oliveira do Hospital, mais a escola Secundária, e mostraram-se solidários com as reivindicações da comunidade educativa local contra a criação de um único mega agrupamento em todo o concelho. Por aquilo que se aperceberam no contacto com os vários órgãos de gestão das escolas, os deputados socialistas não têm dúvidas que a decisão da DREC, de juntar cinco agrupamentos em apenas um no concelho de Oliveira do Hospital, foi “uma traição ao diálogo”e ao que “tinha vindo a ser negociado” com os parceiros locais.
Mário Ruivo entende que a diretora regional de educação não só não foi “séria”, como conduziu este processo na “base da mentira”, decidindo ao contrário do “modelo que vinha a ser conversado” com os dirigentes educativos. “Vamos tentar sensibilizar o Governo e questionar o porquê destas alterações e da violação do diálogo”, afirmou o deputado, exortando “todas as forças politicas” a condenar a postura da diretora regional de educação, no caso de Oliveira do Hospital.
Também o deputado João Portugal lamentou a postura da DREC neste processo, deixando a garantia de fazer tudo o que está ao seu alcance, na Assembleia da República, para “tentar que tutela recue desta decisão”. “Foi notório, por aquilo que hoje aqui vimos, que as comunidades educativas não aceitam esta reforma”, acrescentou o deputado socialista, prometendo fazer chegar a Lisboa “estas reivindicações”, ou através de requerimento escrito, ou pedido de audiência ao secretário de Estado da Educação.
Uma decisão que, como foi vincada pela vereadora da educação, não respeitou o concelho de Oliveira do Hospital, nem o sentir da comunidade educativa local que, apesar de ser contra a agregação de escolas, mostrou-se disponível a uma reorganização, concordando com a proposta que derivou do Projeto Educativo Local de avançar para a constituição de dois mega agrupamentos de escolas no concelho, um a norte e outro a sul do concelho. “Chegámos a um ponto que é de lamentar, só no dia fatídico de 13 de dezembro é que a ex diretora regional nos colocou a possibilidade de serem agregados todos os agrupamentos”, recordou a autarca, garantindo estarem já em preparação “ações de luta” no sentido de inverter este modelo de reorganização escolar imposto ao concelho. “O executivo vai continuar com o projeto educativo local, e vai continuar a luta contra esta decisão” assegura a vereadora, Graça Silva, falando desde já na possibilidade de avançar com uma providência cautelar para tentar travar o processo.
Críticas à reforma da rede educativa local que se fizeram ouvir também do líder do PS, Francisco Rolo, que voltou a considerar “traiçoeira e desleal” a forma como a ex diretora regional de educação conduziu a agregação escolar no concelho oliveirense. Acreditando tratar-se de “uma das medidas mais gravosas” para a educação no concelho, o líder socialista e vereador da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, aconselhou a tutela a acatar a solução dos dois agrupamentos, proposta pelo PEL, “antes que isto pegue fogo e se transforme num foco de conflito e de mau estar” na comunidade educativa. Um sentimento partilhado pelos presidentes dos agrupamentos do concelho, que foram unânimes em repudiar a proposta da DREC, considerando-a desajustada à realidade e prejudicial para alunos, professores e funcionários. “ A nossa comunidade está revoltada e está de luto”, afirmou Carlos Carvalheira, presidente do Agrupamento de escolas da Cordinha, onde terminou a visita dos deputados de Coimbra do PS.

 

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