Derrocada de estrada em S. Sebastião da Feira impede trânsito de pesados

Folha do Centro - Derrocada de estrada em S. Sebastião da Feira impede trânsito de pesados

Freguesia foi uma das mais afetadas pelo temporal de janeiro.

Tem sido assim desde os temporais do mês de passado. A estrada que liga S. Sebastião da Feira a Santo António do Alva, tem estado interdita à passagem de camiões e outros veículos pesados, na sequência de uma deslizamento de terras que deixou parte da via intransitável. A única exceção são os transportes coletivos, que fazem o transporte das crianças daquela zona para a escola da Ponte das Três Entradas, que continuam a fazer o percurso, mas do lado oposto ao precipício.
Situada nas margens do rio Alva, a freguesia de S. Sebastião da Feira foi uma das mais afetadas pelo mau tempo que se abateu na região, na madrugada de 26 de janeiro, tendo-se registado vários aluimentos de terras, nomeadamente num percurso pedonal que tinha sido recentemente calcetado junto ao rio.
O caso mais grave foi na estrada principal, onde a força da chuva, provocou a cedência do piso em alcatrão, deixando aberta na via uma autêntica cratera. A proteção civil municipal tem estado a acompanhar a situação, tendo decidido de imediato sinalizar e condicionar o trânsito naquela estrada, proibindo a passagem de veículos pesados. Circulam apenas os autocarros escolares que fazem o percurso apenas num lado da via.
Além desta derrocada, os moradores temem por outros aluimentos de terras, já que há zonas de barreira, no meio da povoação, em que existe igualmente perigo de deslizamento de terrenos. “A Câmara tem andado aí a trabalhar”, dizem os populares preocupados com a segurança, sobretudo, de quem circula na estrada, pois “a qualquer momento podem cair uns pedregulhos”. Ao que tudo indica, na origem da derrocada da estrada de S. Sebastião poderá ter estado o trânsito intenso de pesados que se fez sentir na zona, aquando da colocação das eólicas na serra do Açor. “Na altura havia muito camião ali a passar com muito peso, a toda a hora, porque era um dos troços mais utilizados, e isso poderá ter fragilizado a estrutura e acentuado o problema”, diz uma fonte contatada pelo nosso jornal.
Entretanto a proteção civil municipal e os serviços técnicos da Câmara Municipal têm estado no terreno a fazer o levantamento da situação, no sentido de desencadearem os mecanismos necessários à regularização do trânsito, o que terá de passar pela reconstrução da via.

 

Acerca do Autor:

. Siga nas redes sociais Twitter / Facebook.