DREC propõe um único “mega agrupamento” para todo o concelho

Ano escolar Oliveira

Câmara de Oliveira do Hospital surpreendida com proposta “radical”.

A Direção Regional de Educação do Centro propôs a constituição de um único mega agrupamento de escolas para o concelho de Oliveira do Hospital. A intenção foi avançada pela própria diretora regional, Cristina Oliveira, numa reunião na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, onde participaram os diretores e presidentes dos conselhos gerais dos quatro agrupamentos de escolas do concelho, mais a Escola Secundária. Um encontro de trabalho que tinha como objetivo discutir as propostas de reorganização da rede escolar no concelho que ficou suspensa este ano letivo, em função da elaboração, por parte do Município, do Projeto Educativo Local.
Tendo em conta que Oliveira do Hospital foi uma exceção no distrito e que no próximo ano escolar terá mesmo de avançar com a agregação de escolas, a DREC trouxe para cima da mesa uma nova proposta, com que terá surpreendido o executivo e toda a comunidade educativa local, de criação de apenas um mega agrupamento para todo o concelho. Uma proposta que, segundo a vereadora da educação, Graça Silva, apanhou toda a comunidade desprevenida, até porque “é muito mais radical” em relação àquilo que tinha sido avançado inicialmente pela direção regional, no sentido da constituição de dois mega agrupamentos no concelho. “É evidente que não nos revemos nesta proposta, e isto só revela um total desconhecimento por parte da DREC, um total desconhecimento das dinâmicas locais”, considera a vereadora, mostrando desde já a sua total “discordância” com o modelo de reorganização apresentado pela diretora regional de educação. Graça Silva entende que se a comunidade educativa local já era contra os mega agrupamentos, nos moldes em que tinham sido propostos, neste caso “com certeza que não vão deixar de contestar”, até porque, “todos temos consciência que este é um processo muito sensível que mexe com muita coisa, que não pode ser imposto de uma forma tão radical”. A vereadora não tem dúvidas que “isto vai criar instabilidade” nos agrupamentos, que se já não se conformavam muito com a ideia de se “agregarem a dois”, muito menos vão concordar com esta fusão. Aliás, Graça Silva garante que a proposta da Câmara Municipal, alicerçada no trabalho desenvolvido pelo Projeto Educativo Local, vai no sentido de se constituírem dois mega agrupamentos no concelho: um a norte – com a Cordinha e Lagares da Beira e outro a Sul – com o Agrupamento Brás Garcia de Mascarenhas (na cidade) a aglutinar a escola do Vale do Alva, ficando por agregar a Escola Secundária.
“Fizemos um trabalho devidamente refletido e sensato com as escolas para encontrarmos uma solução adequada”, garante a autarca, destacando a forma participada como as escolas e a comunidade se envolveram neste processo, debatendo esta proposta de agregação, apesar de a considerarem “bastante penalizadora”. Ora, “se não é fácil qualquer tipo de agregação, mais difícil vai ser acatar a proposta agora pela DREC”, garante Graça Silva, para quem este assunto merece ser tratado o com “mais sensibilidade” e “equilíbrio”, de modo a respeitar a identidade de cada território.
As escolas têm agora que se pronunciar sobre a proposta da direção regional de fusão dos quatro agrupamentos e Secundária, num só.

 

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