Assembleia Municipal rejeita agregação de todas as escolas do concelho num só agrupamento

Reunião Câmara

Deputado do PSD acusa o executivo de “ter perdido um ano” para chegar à conclusão da DREC.

A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital acaba de se pronunciar contra a proposta da Diretora Regional de Educação do Centro, de constituição de um só mega agrupamento em todo o concelho. A proposta, avançada na semana passada pela dirigente da DREC, foi repudiada pela maioriados eleitos que considerou, à semelhança do entendimento do executivo camarário, esta solução lesiva dos interesses das escolas e das famílias.
O deputado do PSD, Rui Abrantes não deixou, todavia, de tecer algumas críticas à forma como este processo foi conduzido, tendo em conta, sobretudo, que a Assembleia Municipal nunca recebeu qualquer informação sobre o assunto, nem foi chamada a pronunciar-se sobre a reorganização da rede escolar no concelho. “Acho que perdemos um ano, porque a proposta que a Câmara defende agora é aquela que a DREC já tinha proposto há um ano atrás, ou seja, estamos a defender aquilo que há um ano atrás fomos contra”, considera o eleito social democrata.
Mais radical, João Dinis, da CDU, entende que “nem um, nem dois mega agrupamentos”, já que qualquer proposta de agregação “é um retrocesso em relação ao que foi defendido pelo próprio PS no passado”. O deputado comunista propôs assim um voto de rejeição à solução defendida agora pela DREC, não sei antes ter levantado algumas criticas ao estudo encomendado pelo Município de Oliveira, lembrando que, se o Projeto Educativo Local era para decidir o mesmo que a DREC já quis decidir numa primeira fase – agregar tudo em dois mega agrupamentos, “então o dinheiro do Município foi mal gasto”. “Os estudos servem para legitimar decisões políticas, não para as fundamentar”, considerou João Dinis, lamentando mais um “retrocesso” imposto pelo atual Governo, que mais uma vez vai “contra os interesses das crianças e jovens”.
Acreditando no trabalho “sério” e “responsável” dos autores do Projeto Educativo Local, que vieram propor a criação de dois mega agrupamentos no concelho, um a norte e outro a sul, e escola secundária, o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino, esclarece que não foi a Câmara que disse aos coordenadores do PEL “como se fazem” os estudos, até porque o que está em causa são as projeções de evolução da própria população num horizonte de 10 e 20 anos. “Eu percebo o PSD mas acho as suas críticas completamente descabidas”, ripostou o autarca, fazendo notar que o executivo não está contra o processo de agregações só porque o governo é de outra cor política, porque “no tempo do PS opôs-me terminantemente às propostas que foram feitas”. Alexandrino não deixou de lamentar o recuo da diretora regional de educação, que de dois passou a propor um único mega agrupamento em Oliveira, com o argumento de que seria a sua intuição a dizer que esta era a melhor solução para o concelho. “Isto não lá só por intuição, porque esta é uma imposição que é penalizadora para toda a comunidade escolar”, afirmou o edil, na Assembleia Municipal do último sábado, onde se ouviram outras vozes contra como a do presidente de Junta de Meruge, Aníbal Correia, que vê com apreensão este processo de fusão de agrupamentos, cujo desfecho previsível é o encerramento de mais escolas nas aldeias.

 

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