Duas fortes explosões seguidas de incêndio param laboração na SOMIT

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Meia centena de bombeiros combateram fogo na fábrica de aglomerados de madeira do Grupo Sonae na Catraia de S. Paio.

Duas fortes explosões foram ouvidas ainda não eram oito da manhã desta sexta feira na cidade de Oliveira do Hospital, tendo como origem a fábrica de aglomerados de madeira, Somit, na Catraia de S. Paio.

A empresa pertencente ao Grupo Sonae foi palco de um incêndio que deflagrou em dois locais distintos das instalações, nos chamados filtros de estilha, que se encontram na parte exterior da fábrica. Quando chegaram ao local os bombeiros depararam-se já com todos os sistemas de segurança internos acionados, tendo como principal tarefa eliminar a combustão na conduta onde passa a estilha para a linha de produção.

“Não sabemos o que aconteceu, mas deve ter sido qualquer avaria que levou a estilha incandescente para o circuito”, adiantou ao nosso jornal o comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, Emídio Camacho, que contou com o auxílio de mais três corporações de Bombeiros – Vila Nova de Oliveirinha, Tábua e Lagares da Beira, no combate às chamas. No local estiveram 51 homens apoiados por 14 viaturas, já que dadas as características deste incêndio, “ foi necessário muita água para o apagar”.

Emídio Camacho explica que os meios envolvidos têm a ver com o risco da matéria-prima em causa – altamente combustível – havendo o perigo de propagar-se a outros espaços de laboração da empresa, se não fosse controlado a tempo. Situada junto à EN 17, a Somit é uma das antigas indústrias de madeiras do Grupo de Belmiro de Azevedo, empregando cerca de 200 pessoas. Apesar da administração não ter prestado declarações aos jornalistas, o comandante dos BVOH adiantou que este incêndio destruiu vários equipamentos e maquinaria necessária a assegurar a produção, o que vai forçar a empresa a parar a laboração nos próximos dias, com “todos os prejuízos que isso acarreta”.

“Antigamente esta situação era crónica, agora não, há muitos anos que não havia um incêndio com esta dimensão”, refere Camacho, garantindo todavia não terem estado em risco vidas humanas, nem outras edificações nas redondezas da fábrica, já que esta se situa “paredes meias” com outras unidades fabris e armazéns, além de ser uma zona muito urbanizada.

 

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