Empresário questiona atraso na emissão de alvará de construção de aldeamento turístico

Folha do Centro - Empresário questiona atraso na emissão de alvará de construção de aldeamento turístico

Promotor turístico das Caldas de S. Paulo receia que esta situação possa inviabilizar o projeto.

O promotor do aldeamento turístico “Cova das Caldas”, na freguesia de Penalva de Alva, questionou esta quinta feira o executivo camarário oliveirense, sobre os motivos porque os serviços municipais continuam sem emitir o alvará de construção do complexo termal que tem projetado para a localidade ribeirinha das Caldas de S. Paulo.

Numa intervenção no período destinado ao público na última sessão da Câmara Municipal, Francisco Cruz, manifestou a sua estranheza pelo facto de, volvidos dois meses após a entrega do projeto de especialidades que tinha sido requerido pela autarquia, o empreendimento turístico continue a ver “protelada” a emissão do alvará, sem o qual não pode dar início à sua construção. O empresário disse estranhar ainda este adiamento, tendo em conta aquilo que são as declarações do presidente da Câmara sobre este projeto, “classificando-o sucessivamente de interesse municipal pela relevância do investimento, pela criação de postos de trabalho, por ser um projeto âncora na capacidade que lhe é reconhecida de gerar novos investimentos complementares e catapultar o concelho de Oliveira do Hospital para o mapa dos destinos turísticos de referência”.

“Não se compreende, mesmo, que se proclamem novos investimentos, embora longínquos e de duvidosa exequibilidade, e se subestime um investimento inicial de 5 milhões de euros, aprovado por todos os organismos intervenientes, com fundos comunitários assegurados e contratualizados”, referiu o investidor, lembrando que o projeto “só não está em fase de execução efetiva, por tardar a emissão do alvará”. Aliás, o promotor turístico afirmou mesmo temer pela inviabilização do projeto, uma vez que “temos prazos para cumprir e já foram ultrapassados”, adiantou, prometendo pedir “em tempo oportuno” responsabilidades à Câmara Municipal, através da “reclamação e pugnação pelo devido ressarcimento”. (leia mais na edição impressa)

 

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