Estudantes mostraram que a escola “está viva”

Folha do Centro - Estudantes mostraram que a escola “está viva”

Semana Académica da ESTGOH termina com balanço positivo.

“Um sucesso” é como o presidente da associação de estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital se refere à semana académica da escola, que este ano, pela primeira vez, terminou com o tradicional cortejo pelas ruas da cidade, no domingo.
“Foi uma mudança que correu muito bem, as pessoas aderiram, o comércio (restaurantes) esteve cheio, e as famílias, que era esse o nosso objetivo principal, também vieram em peso a Oliveira do Hospital, e pela primeira vez, algumas tiveram oportunidade de ver o desfile dos seus filhos”, refere Luís Pereira, atual presidente da associação de estudantes da ESTGOH.
“Foi uma excelente aposta, dinamizamos a cidade, e ao mesmo tempo conseguimos envolver ainda mais gente, apesar de ser um dia em que a maioria do comércio está fechado”, garante o dirigente académico, para quem a semana académica deste ano redundou num “ enorme sucesso”, também ao nível dos espetáculos e artistas que trouxeram à maior festa estudantil da região. “O público aderiu muito bem, respondeu à nossa chamada, e nesse aspeto não nos podemos queixar, tivemos aqui gente de todo o lado, dos concelhos de Seia, Arganil, Carregal do Sal, além da nossa comunidade estudantil”, garante o presidente da associação de estudantes, julgando que este é um sinal que a escola “está viva” e tem “pernas para andar”.
“É importante mostrar que a cidade e a escola, que apesar de pequena, tem vida académica e acima de tudo tem espírito académico”, refere Luís Pereira, assumindo-se quase como uma espécie de “embaixador” da escola superior de Oliveira.“Temos que passar para fora a imagem da ESTGOH como uma escola próxima dos alunos, uma escola que se preocupa com os problemas dos alunos, e que oferece qualidade de ensino”, sustenta o porta voz dos estudantes, lembrando, além disso, as vantagens de estudar numa cidade como Oliveira do Hospital, em que “é tudo mais próximo” e em que “os preços em termos de arrendamento eoutras despesas são muito inferiores às grandes cidades”. Além de que “as propinas praticadas pela ESTGOH são das mais baixas do IPC, com a vantagem de poderem ser pagas em prestações”, adianta ainda o represente dos alunos, apostado na promoção da escola, consciente de que a semana da queima “é um ponto alto” para trabalhar a divulgação daquela que “é a única instituição de ensino superior da Beira Serra”.
“Temos de aproveitar os nossos pontos fortes e foi isso que fizemos ainda agora com a divulgação do novo curso que irá abrir no próximo ano letivo na área do desenvolvimento e ordenamento do território, distribuindo um folheto com o bilhete de ingresso no parque”, explica Luís Pereira, acreditando que, apesar de todos os reveses, a abertura de uma nova licenciatura vai dar um novo “élan” à escola, prometendo trazer mais alunos para a ESTGOH e por consequência mais movimento para a cidade.
“Achamos que a escola tem condições para crescer porque está numa zona onde não há oferta de ensino superior, e isso conseguia-se com novas instalações”, constata o aluno, fazendo questão de lembrar que o projeto da nova escola “não está esquecido”, continuando a ser uma reivindicação dos estudantes. “Aplicando aqui o ditado popular que diz que “dinheiro faz dinheiro”, nós diríamos que “alunos trazem alunos”, e neste contexto “pensamos que a construção de umas instalações de raiz continuam a fazer todo o sentido”, afirma o presidente da associação de estudantes, não tendo dúvidas que a cidade “só tem a ganhar se a ESTGOH crescer e tiver sucesso”.

 

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