Exposição de alunos de Oliveira do Hospital alerta para a Violência no Namoro

Violência no Namoro2

“O amor só existe quando um não agride o outro seja de que forma for. Quem ama não agride.” As palavras são da Conselheira Municipal para a Igualdade, Teresa Gouveia Serra, na inauguração da exposição “Violências” chamando assim a atenção para o respeito mútuo que deve reger as relações entre pares. A exposição fotográfica reúne trabalhos do Curso Profissional Técnico de Multimédia do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, abordando o tema de forma pedagógica e está patente na Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital, até ao final do mês.

A exposição, resultante do trabalho em parceria da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escolas, surge também inserida na iniciativa “Junho: Mês da Igualdade” em Oliveira do Hospital, dinamizado pela autarquia através da Equipa “Igualdade Local: Cidadania Responsável”.

“O desafio foi lançado à escola e aos alunos para abordar o tema, dentro da relação de proximidade que existe entre a Câmara Municipal e a escola, e esta é também uma forma de tornar público o que é o trabalho de uma escola e valorizá-lo”. Explicou a vereadora da Cultura e da Educação, Graça Silva, na inauguração, esta quarta-feira, que enalteceu os trabalhos agora expostos que mostram o “olhar dos mais jovens sobre esta temática que é preocupante”.

Também o diretor do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, Carlos Carvalheira sublinhou que “esta exposição merece a nossa atenção porque aborda um tema da atualidade ao qual a escola e a sociedade deve dar atenção e visibilidade”. Sendo a escola também um espaço com “um papel importante na promoção do respeito pelos outros”, o responsável defende ainda que esta exposição se revela de grande valor, “feita com simplicidade, ilustra a importância do que está a ser retratado com grande simbolismo”.

“Neste caso, a desigualdade levada ao extremo é a violência, a aniquilação; e com a criatividade destes alunos temos aqui um instrumento pedagógico para interpelar a consciência das pessoas”, defendeu José Francisco Rolo, vice-presidente com o pelouro da Ação Social, que traçou o trabalho desenvolvido no concelho no âmbito da “Igualdade Local: Cidadania Responsável” desde o seu surgimento, em 2011, para ser uma “pedrada no charco, despertar consciências e apoiar vítimas de violência”, disponibilizando uma linha de apoio (238 605 360) e apoio de equipa técnica.

Esta exposição é uma iniciativa pedagógica” no alerta junto da sociedade civil para a violência no namoro ou na esfera doméstica, “um trabalho inteligente na forma de comunicar”, acrescentou o vereador José Francisco Rolo, relembrando as iniciativas que decorrerão até ao final de junho, e que têm o ponto alto na comemoração do Dia Municipal para a Igualdade, 21 de junho.

A saber: “Cinema para a Igualdade”, exibição no dia 18, às 21H00 na Casa da Cultura César Oliveira, do filme  português “Al Berto”, sobre a vida deste poeta luso; exposição “Aqui morreu uma Mulher”, a partir de segunda-feira no Jardim Oliveira Mano, que reúne um conjunto de fotografias recolhidas no âmbito da reportagem da revista Visão, sobre os casos das mulheres que viram as suas vidas ceifadas em contexto de violência doméstica.

O Dia Municipal para Igualdade (21 de junho) será preenchido com um debate sobre a violência doméstica, com a colaboração da ANIMAR e do projeto “Parar, Pensar, Agir pela Igualdade” (às 15H no Jardim Oliveira Mano); a inauguração da exposição fotográfica que resulta da campanha “Mostra o Cartão Vermelho à Violência Doméstica” que tem desafiado figuras públicas de diferentes esferas da sociedade concelhia e nacional a dar a cara (às 17H00 nos Paços do Município) e culmina às 21H00 no Largo Ribeiro do Amaral com uma simbólica largada de balões noturna, no âmbito do programa mOHve-te Verão 2018.

Com a dinamização destas atividades ao longo do mês a autarquia pretende colocar a igualdade entre mulheres e homens no centro da agenda pública de Oliveira do Hospital, desafiando os munícipes a envolver-se ativamente no combate à discriminação de género e às diversas formas de violência.

 

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