FAAD desafia poder político a apoiar transferência das Urgências para Hospital

Folha do Centro - FAAD desafia poder político a apoiar transferência das Urgências para Hospital

Presidente da Fundação Aurélio Amaro Diniz aproveitou visita do candidato do CDS à instituição para lançar de novo o repto.

O presidente da Fundação Aurélio Amaro Diniz acaba de desafiar o poder político a ajudar a fazer “pressão” para trazer de volta o serviço de urgências ao hospital de Oliveira, de onde saiu há mais de duas décadas.
Álvaro Herdade falava durante uma visita à instituição do candidato do CDS/PP à Câmara de Oliveira do Hospital, Vasco Campos, que teve como objetivo conhecer os projetos atuais e futuros da Fundação, onde defendeu também o regresso do Serviço de Atendimento Permanente, atualmente a funcionar no Centro de Saúde, ao hospital.
Durante o encontro com o cabeça de lista do CDS, o presidente da FAAD adiantou mesmo já ter entregue, a semana passada, na ARS Centro, o projeto de ampliação do Hospital concelhio, no sentido de criar as condições para receber o SAP, num horizonte temporal de um a dois anos. “Nós não podemos aceitar as urgências com as condições físicas que temos atualmente, temos um projeto de ampliação da zona norte do edifício, pronto a ser executado, com um custo na ordem dos 700 a 800 mil euros, que nos dá condições ótimas para recebermos esse serviço”, referiu o médico e presidente do conselho de administração da FAAD, julgando que Oliveira do Hospital precisa de um verdadeiro “serviço de urgências”, capaz de responder ao “afluxo” de utentes que tem atualmente.
“Hoje não há nenhum SAP a funcionar na região com a afluência do nosso”, garante Álvaro Herdade, lembrando, entretanto, que as situações de risco são cada vez maiores no concelho, nomeadamente em termos de acidentes rodoviários, já que atualmente a Nacional 17 tem um “volume de trânsito inqualificável”.
O projeto de ampliação do hospital prevê a criação de uma sala de emergência com 4 camas, salas de enfermagem e 3 gabinetes médicos, uma sala para pequenas cirurgias e ainda uma sala de internamento de curta duração. “É um projeto muito bom”, resume o presidente da FAAD, para quem “não se compreende termos hoje um serviço de urgência em Oliveira do Hospital, sem RX permanente, sem análises clinicas, sem ecografias, sem imagiologia”, explicou junto do candidato do CDS/PP. “É inqualificável termos um SAP com RX apenas 3 manhãs e 2 tardes por semana”, sustentou, fazendo notar que é este conjunto de meios auxiliares de diagnóstico que o hospital pode “proporcionar aos utentes”, porque “já cá estão”. “Porque é que um doente há de ser transportado para Coimbra para fazer um TAC se o pode fazer aqui”, questiona o médico, pedindo o apoio político local a este projeto, pois “toda a gente tem a ganhar com isso”, entende.
Além de contribuir para melhorar o serviço prestado às populações, o administrador da Fundação entende também que a transferência do serviço de atendimento permanente para o hospital é fundamental para ajudar a consolidar a imagem da instituição, como uma instituição de referência na área da saúdena região. “É preciso que as pessoas percebam que este é um projeto fundamental para a sustentabilidade financeira da FAAD que com o seu hospital contribui também para uma nova centralidade de Oliveira”, referiu o clinico, igualmente empenhado na localização do futuro novo lar da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, em Oliveira do Hospital, o que já está em projeto também há algum tempo.
“Se conseguirmos receber estes projetos, podemo-nos afirmar como um cluster da saúde na região”, concluiu o presidente da FAAD que, aproveitando a presença da candidatura do CDS, pediu a ajuda do poder político para “trazer de novo as urgências para o hospital”.
Agradavelmente surpreendido com a dinâmica da instituição que gere o hospital concelhio, o cabeça de lista do CDS, Vasco Campos, deixou a promessa de“ se for eleito, defender intransigentemente o apoio do Município à construção do edifício para a instalação do serviço de urgência no hospital para servir condignamente as gentes deste concelho”.

 

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