Feira do Porco e do Enchido ajuda a animar comércio local

Folha do Centro - Feira do Porco e do Enchido ajuda a animar comércio local

Evento é hoje uma das “marcas” mais fortes do concelho de Oliveira do Hospital.

Foi das primeiras feiras do género lançadas no concelho, e hoje, onze anos depois da primeira edição, afirma-se mesmo como uma das mais importantes marcas promocionais não só da freguesia de Meruge, mas do concelho de Oliveira do Hospital. A Feira do Porco e do Enchido deste ano voltou a mobilizar milhares de pessoas, que na busca de aconchego para o estômago ou simplesmente para passearem e usufruírem de alguns momentos de descontração, rumaram mais um ano até Meruge, transformando a pacata aldeia oliveirense e antiga “terra de porqueiros”, numa verdadeira capital do porco e do fumeiro.

“É um facto que a feira do porco é hoje uma das marcas mais importantes da cadeia de eventos que mobiliza e anima o concelho de Oliveira do Hospital ao longo do ano” garante o vice presidente da Câmara e vereador com pelouro do turismo, José Francisco Rolo, para quem este certame soube “crescer em quantidade e em qualidade”. A prova disso, é o facto de alguns operadores turísticos da região já “venderem” Meruge e esta mostra como “destino turístico”.

“Hoje Oliveira do Hospital tem um conjunto de eventos marcados pela gastronomia, mas também muito enraizados em termos etnográficos, onde se destaca esta festa”, entende ainda o autarca, fazendo justiça ao pioneirismo de Meruge que esteve na génese de um conjunto de mostras temáticas que se foram desenvolvendo no concelho. José Francisco Rolo destaca ainda a importância destes eventos para a dinamização da economia local, pois ao mesmo tempo que “capitaliza um produto genuíno da região está a criar receitas no comércio local”, atenta. “Á volta desta feira acontecem dois fenómenos interessantes: ao mesmo que se revitaliza o núcleo histórico de uma aldeia, há uma arte ancestral ligada à produção de enchido que começou a emergir”, realça o vice presidente do Município oliveirense, não tendo dúvidas do “efeito multiplicador” deste evento, não apenas para a freguesia, mas no concelho, onde há uma forte tradição no setor da transformação de carnes. “Não nos podemos esquecer que uma das grandes empresas de Oliveira assenta no tratamento de carnes”, refere o autarca, para quem este é “o tipo de eventos que é para manter”, pois “cumpre a nossa premissa para a promoção do comércio local de Oliveira do Hospital: «cá compra, cá fica»”.

Também o presidente da Junta de Freguesia de Meruge, Aníbal Correia, realça o papel determinante desta feira na revitalização de uma atividade que estava em vias de extinção, contribuindo, deste modo, para a pequena economia familiar. Apesar do sucesso firmado ao longo dos anos, o autarca considera, ainda assim, que “ainda há espaço para melhorar” e para crescer, até porque “este é o tipo de eventos que pode ser visitado, em que as pessoas não são obrigadas a gastar dinheiro”. “Estamos a estudar algumas alterações, nomeadamente em estender a feira à maior parte das ruas, em vez de a concentrar apenas na laje grande”, adianta o presidente da Junta, que, apesar da crise, não notou “quebra” no número de visitantes. “Este é um evento que ganhou espaço, que ganhou estatuto, é uma referência em toda a região”, garante o autarca merugense, dando como bem empregue todo o esforço e investimento na projeção de uma feira que atualmente é reconhecida como uma das marcas mais fortes em termos da promoção de Oliveira do Hospital no exterior.

 

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