FNAPF, CAULE e SOLO VIVO ouvidas pelos “Verdes” na Assembleia da República sobre políticas de promoção de uma floresta sustentável

josé vasco

O presidente da FNAPF e simultaneamente presidente da CAULE – Associação Florestal da Beira Serra, Vasco Campos, participou, esta semana, numa audição pública a convite do Partido Ecologista “Os Verdes” na Assembleia da República, onde deu a sua opinião sobre as políticas que estão preocupar o setor, alertando, designadamente, para a falta de fiscalização ao nível da aplicação do RJAAR – o Regime Jurídico das Arborizações e Rearborizações.

Chamado a dar o seu contributo sobre políticas para a promoção de uma floresta sustentável, juntamente com representantes das mais diversas entidades ligadas à fileira florestal nacional, aquele dirigente e representante dos proprietários florestais voltou a denunciar o caso de plantações ilegais de eucalipto em Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), pondo em causa todo o trabalho imposto às entidades gestoras destes territórios aquando da aprovação dos seus Planos de Gestão Florestal (PGF).

Vasco Campos, que lidera uma associação que gere 12 ZIF’s  no Centro do país, classificou mesmo de “inadmissível” estas “incongruências” entre “aquilo que nos foi imposto ao longo dos últimos anos” e o que se está a verificar no terreno, onde não tem dúvidas “há muita plantação ilegal”. “Vamos até às últimas consequências para resolver este problema”, garantiu o presidente da FNAPF, que ainda a semana passada fez chegar a mesma preocupação à tutela, pedindo uma clara e rápida intervenção do Governo nesta matéria. Vasco Campos voltou a frisar que “não tem nada contra o eucalipto”, mas contra a forma desordenada como as plantações desta espécie estão a surgir. “Somos a favor do eucalipto, mas cada coisa no seu lugar, é inadmissível que haja plantações em redes primárias e redes secundárias”, afirmou, prometendo mostrar esta “realidade” no terreno ao Secretário de Estado das Florestas, que tem já agendada uma deslocação ao concelho de Oliveira do Hospital no próximo mês de junho.

Vasco Campos questionou igualmente “como é que se está a controlar fora das ZIF as metas dos PROF’s (Planos Regionais de Ordenamento Florestal) que, na sua maioria, previam a diminuição da área de eucalipto”, uma vez que se continua a “assistir à substituição do pinheiro bravo “de qualquer maneira, sem rei, nem roque”.

 

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