Foto reportagem PEDRO MIGUEL COELHO – por Tiago Cerveira

Folha do Centro - PEDRO MIGUEL COELHO - 10 anos a Espalhar Factos

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Pedro Miguel Coelho nasceu em 1991. Viveu até aos 5 anos em Penalva de Alva. Quando entrou na escola primária, foi viver para Oliveira do Hospital, até concluir o ensino secundário. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, na Universidade Nova de Lisboa, instituição onde trabalha atualmente, no Gabinete de Apoio ao Candidato da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Divulga a casa e capta novos alunos, essencialmente esclarece as dúvidas de quem vai entrar num mundo novo. Foi presidente da Associação de Estudantes (AE) da sua Faculdade e antes já tinha sido presidente da AE da Escola Secundária de Oliveira do Hospital.

Sempre teve o sonho de ser jornalista e aos 13 anos tem a sua primeira experiência na Rádio Boa Nova (RBN), com um programa da Escola Secundária sobre literatura portuguesa.

Inconformado com a falta de oferta informativa direcionada para os mais novos, cria o seu programa de rádio, o Espalha Factos (EF), uma rubrica semanal de 30 minutos. A rádio acabou por o absorver e a sua colaboração foi crescendo em todos os departamentos: da informação ao entretenimento, da publicidade à técnica.

A meia hora de antera era pouco para os factos que o Pedro já espalhava, o programa foi alargado para duas horas. Lançou o desafio para um espaço na internet. Surgiram os primeiros colaboradores e em Setembro de 2009 lançou um site com atualizações diárias, que resultavam num “best of” na RBN.

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O projeto foi ganhando escala e atualmente tem 90 colaboradores, de norte a sul do país. Principalmente estudantes de jornalismo e comunicação. É para muitos a primeira experiência e oportunidade para ver o seu trabalho difundido. A redação é fictícia, organiza as suas tropas através das redes sociais. O EF viaja por palcos, letras, televisão, cinema e outros prazeres da vida.

Quando o Pedro começou o Espalha Factos estava longe de imaginar que este ia crescer e proporcionar a oportunidade impar a tantos jovens com mesma paixão. Só na última captação de colaboradores teve perto de 200 candidatos, prova clara da credibilidade e impacto do projeto. Atualmente já não é o executivo-mor do EF, tem uma organizada equipa de trabalho que faz com que a máquina continue a andar.

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Receia que a iliteracia-digital ainda patente coloque em causa o jornalismo, pelo facto do utilizador comum não saber identificar as fontes de informação credíveis.

Reconhece a profissão de jornalista como um soldado essencial para que a democracia continue a existir. Defende que as perguntas que custam a ouvir devem ser feitas e aceita que isso traga respostas igualmente difíceis de ouvir. Para o Pedro, o jornalismo não se deve acomodar à informação “visível”.

Apesar de viver em Lisboa, nunca perdeu o seu sentimento de pertença a Oliveira do Hospital. Traz, regularmente, amigos para lhe mostrar a beleza do seu território e das suas gentes.

O Pedro cedo se destacou pelo empenho e entrega. Comunicativo, simpático e dedicado. É perfeccionista consigo e com o mundo, mas dá o seu melhor para a construção dessa perfeição. Vê o futuro com optimismo e tudo fará para continuar a espalhar factos com o seu “menino” que nasceu em Oliveira do Hospital e que é reconhecido a nível nacional.

 

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