Funcionário da escola secundária encontrado morto num poço

Folha do Centro - Funcionário da escola secundária encontrado morto num poço

O antigo técnico administrativo estava implicado num processo de desvio continuado de dinheiro e iria ser ouvido hoje de manhã no tribunal de Oliveira do Hospital.

Um funcionário da secretaria da escola secundária de Oliveira do Hospital, atualmente suspenso de funções por alegado desvio continuado de verbas, foi encontrado sem vida, num poço, próximo da sua habitação, na localidade de Lagos da Beira.

O homem de 61 anos de idade tinha sido alvo de um processo disciplinar, no início de 2013, o que caiu que nem “uma bomba” entre colegas e conhecidos pois até então era considerado um funcionário “exemplar”, sendo também uma figura respeitada na comunidade onde residia, pelo seu envolvimento, desde sempre, na vida e nas atividades da paróquia.

Segundo informações colhidas pelo nosso jornal, o antigo técnico administrativo terá decidido pôr termo à vida hoje de manhã, evitando ao que tudo indica a deslocação ao Tribunal de Oliveira do Hospital, onde iria ser inquirido no âmbito deste processo. O homem foi visto pela última vez, por alguns populares, por volta das 8 e meia da manhã, a entrar na igreja matriz, onde todos os domingos e apesar do seu aparente isolamento social no último ano, continuava envolvido diretamente na missa.

O alerta terá sido dado pela mulher e por um vizinho que estranharam a falta de comparência no tribunal, e o facto de àquela hora se encontrar com os telemóveis desligados. Depois de ter saído da igreja, onde terá deixado as chaves do imóvel, o antigo funcionário da escola secundária dirigiu-se de carro a uma propriedade da paróquia contígua à igreja, tendo abandonado a viatura com os telemóveis e o casaco, “atirando-se” de seguida para um poço que se encontra no local.

As circunstâncias da notícia do técnico administrativo deixaram em estado de choque a localidade de Lagos da Beira que, pese embora as acusações que lhe vinham sendo imputadas de desvio de dinheiros públicos, nunca deixou de o “considerar” como um bom cidadão e um homem educado e respeitado. “Na altura quando isso rebentou as pessoas falaram muito, mas agora já ninguém falava do assunto, porque ele sempre falou muito bem às pessoas”, relatava ao nosso jornal um grupo de três jovens que se encontrava no local da tragédia, “incrédulo” com o que aconteceu. “Ainda ontem ele esteve na missa e aparentemente estava tudo bem, parecia estar tudo normal”, contam, lamentando o desfecho trágico que este caso acabou por ter.

Na sequência do processo que lhe tinha sido instaurado pela Inspeção Geral de Educação, o antigo funcionário da secundária encontrava-se atualmente suspenso do seu posto de trabalho, tendo pedido a demissão, em meados deste ano, dos órgãos sociais de uma nova IPSS’s que foi entretanto fundada na freguesia.

 

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