Grupo que assaltava capelas começou ontem a ser julgado em Oliveira do Hospital

Folha do Centro - Grupo que assaltava capelas começou ontem a ser julgado em Oliveira do Hospital

Cinco rapazes com idade na casa dos 30 anos são acusados de ter roubado entre 2008 e 2009 o dinheiro das caixas de esmolas de 35 igrejas e capelas da região.

Cinco rapazes, com idades entre os 20 e os 30 anos, começaram ontem a ser julgados no tribunal de Oliveira do Hospital, por alegada prática de furto a igrejas e capelas da região, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Os jovens, três residentes em Oliveira do Hospital, um em Seia e outro em Gouveia, foram responsáveis pelo forte aparato policial que, ontem de manhã, cercou o palácio da justiça oliveirense, já que três deles se encontravam detidos no âmbito de um processo de droga, tendo chegado transportados em carrinhas celulares dos estabelecimentos prisionais onde se encontram a aguardar julgamento.

O grupo é acusado de ter assaltado 35 igrejas e capelas nos concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil, Seia e Penacova, onde se “dedicava” a arrecadar o dinheiro que os “fiéis” deixavam nas caixas de esmolas. Só no Santuário de Nossa Senhora das Preces, em Vale de Maceira, Oliveira do Hospital, onde existem 14 capelas, 10 foram alvo do suposto grupo de larápios que, segundo a acusação, utilizou sempre o mesmo “modus operandi”, ou seja, o recurso a pé de cabra, para arrombar as fechaduras e assim ter acesso ao interior dos locais sagrados.

Conhecido por ser um local de visita de muitos peregrinos, o conjunto de capelas que compõe o Santuário de Vale de Maceira foi dos locais mais “sacrificados”, presumindo-se que o prejuízo em fechaduras – estimado em mais de mil euros, tenha sido mesmo superior à quantia roubada das caixas de esmolas. Não conseguindo “adivinhar” ao certo quanto é que cada uma das caixas de esmolas poderá ter rendido ao grupo que assaltou capelas e igrejas da região, a acusação referiu estarem em causa valores inferiores a 100 euros. Nesta primeira audiência de julgamento foram ouvidas várias testemunhas, nomeadamente os párocos e responsáveis pela gestão dos bens da igreja no concelho de Oliveira do Hospital que confirmaram os elevados danos materiais registados durante aquela vaga de assaltos.

Nas buscas efetuadas pela GNR à altura dos acontecimentos, foram apreendidas uma viatura, um sacrário em cobre, 42 isqueiros, um rádio, uma serra circular e um pé de cabra, não tendo sido apreendida qualquer quantia em dinheiro, uma vez que, como as esmolas eram poucas, os assaltantes gastaram-nas.

 

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