“Há IC6 ou não há IC6?”

Folha do Centro - Alexandrino nconsidera avanço do IC6 um “momento histórico” para o concelho

Deputados do CDS e PSD defendem novas formas de luta em defesa do IC6 e requalificação da EN17.

O deputado do CDS/PP na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, Luís Lagos, desafiou o presidente da Câmara a liderar um novo protesto em defesa da conclusão do IC6 e da requalificação da Nacional 17, lembrando que o estado em que se encontra esta última “é um gozo permanente” às populações do alto distrito de Coimbra.

Também o deputado municipal do PSD, Rafael Costa, se voltou a insurgir, na última reunião daquele órgão, contra as condições “deploráveis” da Estrada da Beira, apelando a todos os eleitos locais para “intupirem” as caixas de correio eletrónico dos organismos responsáveis por esta infra estrutura, com fotos do estado em que encontra aquela via, de forma a reivindicar a sua beneficiação urgente.

“É preciso passar das palavras aos atos”, afirmou mesmo Luís Lagos, para quem, está na altura, um ano depois do protesto na EN17 do qual ainda não resultou qualquer obra no terreno, de se voltar a equacionar novas formas de luta pela melhoria de uma estrada que continua um “batatal”.

Também o silêncio em que caiu o processo do IC6, sem que “nenhum partido político exija a este Governo” a sua conclusão foi criticado pelo deputado centrista, que quer ver esclarecido pela tutela “se há IC6 ou não há IC6”. É que “há vários investimentos bloqueados no nosso concelho e pessoas que continuam a ver inviabilizados os seus investimentos por causa de uma estrada fantasma”, justificou Luís Lagos, ao mesmo tempo que questionava Alexandrino sobre a sua eventual recandidatura à Câmara Municipal, pelo PS,  se o Governo mantiver o impasse relativamente à concretização destas infra estruturas rodoviárias.

Indignado com aquilo que classificou de “hipocrisia” política dos deputados municipais do CDS e PSD, o socialista Carlos Maia lembrou que o PS quer a EN17 requalificada e o IC6 concluído, tanto mais, que “até já liderou manifestações” nesse sentido, contrariamente aos partidos que apoiavam o anterior Governo PSD/CDS, acusou.

Alexandrino confessa-se “angustiado” por até agora “ter havido muita porta fechada”

Visivelmente agastado com o arrastar do processo de adjudicação dos trabalhos de requalificação da EN17 e falta de respostas para a conclusão do IC6, o presidente da Câmara, José Carlos Alexandrino não esconde que “já houve palavras a mais” e “já passou tempo demais” sem que uma e outra estrada conhecessem qualquer avanço. “Se há alguém aqui que se sente frustrado sou eu e o meu executivo”, confessou o edil, que lamentou, apesar de toda a pressão que tem sido feita, não ter conseguido até agora “abrir portas”.

“Tenho encontrado muita porta fechada em relação a estas infra estruturas e isso é uma coisa que me angustia”, afirmou o autarca oliveirense, que não teme em classificar o processo de adjudicação da Nacional 17 “uma vergonha”. “A paciência esgota-se e tem limites e eu estou numa fase em que estou a ficar de paciência esgotada”, aventou Alexandrino, que prometeu “chamar” os líderes de cada uma das forças partidárias com assento na Assembleia Municipal para decidir eventuais formas de luta a adotar no futuro.

Já em resposta à questão de Luís Lagos, se fazia depender a sua recandidatura à Câmara Municipal da concretização deste dossiê, o autarca respondeu que quem “define o timing” da candidatura é ele, e não o deputado centrista, deixando claro que “se não for candidato pelo PS” também não o será por qualquer outra força política, pois “a minha carreira acaba aqui”, afirmou.

 

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