João Dinis acusa presidente eleito da União das Freguesias de Ervedal e Vila Franca de “usar e abusar da maioria”

Folha do Centro - João Dinis acusa presidente eleito da União das Freguesias de Ervedal e Vila Franca de “usar e abusar da maioria”

Antigo presidente da Junta de Vila Franca não gostou de ser excluído do novo executivo.

O antigo presidente da Junta de Vila Franca da Beira, João Dinis, já veio repudiar a “exclusão” dos vilafranquenses eleitos pela CDU quer da nova Junta, quer da nova mesa da assembleia da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca, por parte do PS, partido que conquistou a maioria nas eleições do passado dia 29. Num comunicado emitido após a instalação dos novos órgãos autárquicos das duas freguesias, João Dinis, voltou à “carga” com criticas aquilo que classifica de “ditadura da maioria” naquela união de freguesias, acusando, nomeadamente, a força mais votada, o Partido Socialista, de “antidemocraticamente, fazer questão de não respeitar a vontade dos vilafranquenses expressa na votação da mesa eleitoral de Vila Franca da Beira”, que, como sublinha, votaram maioritariamente na CDU. “O PS excluiu a CDU e os seus eleitos quer da Junta, quer da mesa da assembleia, não quis unir todas as forças e vontades da união das freguesias”, lamenta o eleito, acusando ainda o Partido Socialista de “usar e abusar da maioria absoluta” conquistada nas últimas eleições autárquicas.

Quem não deixa de estranhar os sucessivos comunicados do ex presidente da Junta é o presidente eleito da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca, Carlos Maia, para quem o que está acontecer com a constituição dos novos órgãos autárquicos locais não é mais do que “a democracia a funcionar”. Aliás, acrescenta, “aquilo que se está a passar é exatamente aquilo que se passava na democracia quando a CDU ganhava com maioria as eleições em Vila Franca da Beira”. “O princípio é igual, agora eu não tenho culpa que o senhor João Dinis entenda a democracia à maneira dele”, diz o autarca, admitindo, todavia, que o ex autarca “ande nervoso, por ter perdido as eleições e por ter deixado de ser presidente da Junta”.

“Em democracia as maiorias têm legitimidade que têm, não podemos é ter três ou quatro democracias”, afirma Carlos Maia, garantindo que o facto da CDU não integrar o executivo da União das Freguesias não significa que “não tenhamos respeito” por aquele freguesia e pelos seus fregueses, até porque “temos um programa para cumprir para Ervedal e para Vila Franca”, diz. Carlos Maia entende que esta posição do antigo presidente da Junta não passa de um “fait diver à João Dinis”, pois “está tudo tranquilo” e “as pessoas com o tempo vão ver que por parte deste executivo haver tratamento igual das duas freguesias”, assegura o presidente eleito. “Logicamente que não vamos estar a discriminar Vila Franca, vamos lutar e defender os interesses das suas populações”, refere ainda o presidente da União de Freguesias, lamentando que João Dinis entenda a democracia “à maneira dele”.

 

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