Alexandrino apela ao Governo para travar “invasão” do eucalipto depois dos trágicos incêndios do ano passado

eucaliptos

Regeneração desordenada desta espécie está a preocupar autarca.

O presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, apelou recentemente ao Governo para travar o fenómeno da regeneração natural do eucalipto nas zonas afetadas pelos incêndios.

Referindo o caso concreto de Oliveira do Hospital em que o trágico incêndio de 15 de outubro de 2017 consumiu 97 por cento da área florestal do concelho, o autarca sublinha que esta espécie se transformou “numa autêntica invasora” e todo o território está agora invadido por muitos milhares de eucaliptos que formam “autênticas selvas”.

Frisando que a sua posição não representa nenhum tipo de atitude fundamentalista contra o eucalipto, José Carlos Alexandrino sustenta, no entanto, que se não for definida rapidamente um estratégia nacional, “não há dúvidas de que num futuro próximo  vamos ter aqui autênticos barris de pólvora em matéria de risco de incêndio rural”, adverte.

Dando conta de que mais de 95 por cento da floresta do concelho é de natureza privada, o autarca observa também que, depois dos incêndios, as sementes desta espécie exótica germinaram de uma forma absolutamente descontrolada, levando a que os eucaliptos começassem a nascer rapidamente e em grande densidade por todo o território.

Advertindo que se os agora pequenos eucaliptos não começarem a ser retirados dos terrenos, passaremos a ter povoamentos com cada vez mais material combustível e elevado risco de incêndio, o autarca defende que o reordenamento florestal tem que ser efetivamente um desígnio nacional e observa que “as próximas gerações não nos perdoarão se desperdiçarmos esta oportunidade que o país tem para fazer uma verdadeira reforma florestal”.

José Carlos Alexandrino adianta também que sempre protestou junto do Instituto de Conservação da Natureza (ICNF) contra a proliferação do eucalipto no concelho, mas sublinha que, agora, o problema é termos muitos e muitos milhares de eucaliptos a nascerem de forma espontânea e completamente desordenada, em zonas onde nem sequer existia a espécie.

 

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